Skip to content

Comurg busca certificação internacional que reconhece boas práticas de gestão

Companhia iniciou processo de contratação do ISSO 9001, conhecido no mercado corporativo por certificar empresas que comprovam qualidade em processos internos


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 18/07/2025 - 10:37

Prefeitura inicia repasses para reestruturação da Comurg
Companhia tenta obter ISO 9001, selo que reconhece boas práticas de gestão (Foto: Divulgação)

A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) deu início ao processo para conquistar a certificação ISO 9001, um selo internacional que reconhece organizações com rotinas bem definidas, controle interno e melhoria contínua da gestão. Se implementado, o selo será usado pela comunicação do Paço para apontar avanço no controle interno.

A medida faz parte do processo de reorganização da estrutura da companhia, em um esforço para prepara-la à disputa de contratos públicos e privados. A ideia do prefeito Sandro Mabel (UB) é sanear a empresa e abrir o capital para a iniciativa privada em até dois anos.

A certificação será viabilizada por meio da contratação de empresa especializada em consultoria técnica, conforme edital da licitação nº 002/2025 PL, com sessão marcada para o dia 22 de setembro de 2025, às 9h, na sede da Comurg.

A consultoria será responsável por implantar o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), com base na norma ABNT NBR ISO 9001:2015, aplicada em empresas e órgãos públicos de diversos países.

A ISO 9001 estabelece padrões de organização interna, definição de responsabilidades, padronização de processos e acompanhamento sistemático das atividades. A expectativa é que a certificação fortaleça a governança da Comurg, ajude a reduzir falhas e contribua para a viabilidade da companhia a médio prazo.

Reorganização

Desde o início da atual gestão, a Comurg tem promovido ajustes para equilibrar suas contas. A folha de pagamento foi reduzida em 27%, segundo a Prefeitura de Goiânia, com corte de cargos comissionados, que caiu de 532 para 102. A estrutura administrativa também passou por cortes em chefias e diretorias.

Neste mês, a companhia também oficializou o desligamento de 668 servidores aposentados que permaneciam na ativa, gerando uma economia estimada de R$ 44 milhões por ano.

A meta é alcançar a autossuficiência financeira até outubro, com ampliação das receitas por meio de novos contratos com o setor público e privado. “Nosso plano é preparar a Comurg para competir em grandes licitações e, futuramente, até abrir capital”, afirma o prefeito Sandro Mabel.

Repasses

Como parte da estratégia de recuperação, a Prefeitura de Goiânia vai repassar R$ 190 milhões à Comurg sem autorização legislativa. A decisão passou por articulação de bastidores junto aos órgãos de controle e é vista pela gestão como a forma mais eficiente de garantir o funcionamento da companhia durante a reestruturação.

Nesta semana, R$ 58 milhões já foram empenhados em uma rubrica específica da Secretaria Municipal da Fazenda, que viabilizará a transferência dos recursos para a empresa. Vereadores fazem críticas ao modelo de transferência de recursos.

O pagamento das verbas rescisórias aos servidores desligados está previsto para o dia 18 de julho, com homologações no dia 21, em parceria com o sindicato que representa a categoria. Já o FGTS retroativo, referente ao período de outubro de 2022 a dezembro de 2024, começou a ser quitado nesta semana.

A Companhia também tem realizado auditorias internas e externas para identificar casos de mal uso dos recursos públicos, além de instaurar processos administrativos para investigar atos de ex-servidores.

Pesquisa