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Daniel e Marconi trocam acusações sobre saúde no terceiro bloco de debate em Goiás

Candidatos elevaram o tom ao discutir hospitais e policlínicas; infraestrutura, atendimento na rede privada e relação de empresa de Wilder com prédio do novo Hugo também entraram no confronto


Por Carlos Nathan Sampaio em 17/09/2026 - 21:28

Daniel e Marconi trocam acusações sobre saúde no terceiro bloco de debate em Goiás
(Imagem: Reprodução/Youtube)

O terceiro bloco do Debate Mais Goiás 2026, nesta quinta-feira (17), foi marcado pelo confronto direto entre Daniel Vilela (MDB) e Marconi Perillo (PSDB) sobre a estrutura da saúde estadual. A etapa ainda teve discussões sobre infraestrutura, contratação de leitos na rede privada e questionamentos a Wilder Morais (PL) sobre a participação de sua construtora na obra do prédio adquirido pelo Estado para receber o novo Hospital de Urgências de Goiás (Hugo).

Marconi abriu o bloco escolhendo Daniel para responder sobre policlínicas, hospitais e Escolas do Futuro. O governador afirmou que a atual gestão regionalizou a saúde e citou unidades em municípios como Goianésia, Formosa, Posse, Quirinópolis e São Luís de Montes Belos.

Daniel sustentou ainda que Goiás passou de UTIs concentradas em três municípios para uma estrutura presente em 22 cidades e afirmou que o número de leitos teria aumentado de 220 para 780.

Marconi contestou a autoria das estruturas citadas e acusou o governo de rebatizar obras iniciadas durante suas administrações. “Vocês mudaram nomes. Vocês não fizeram nenhuma policlínica”, declarou. O tucano também afirmou que os atuais gestores transformaram os antigos Institutos Tecnológicos do Estado de Goiás (Itegos) em Escolas do Futuro.

Daniel respondeu mencionando o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) e acusou Marconi de ter tentado impedir a construção da unidade. Também citou o Hospital Estadual de Águas Lindas, afirmando que a atual administração concluiu a estrutura.

O confronto terminou com troca de acusações de mentira. Marconi solicitou direito de resposta, mas o pedido foi negado pela comissão responsável pela análise durante o debate.

Infraestrutura entra na discussão

Na sequência, Daniel escolheu Luis Cesar Bueno (PT) e perguntou sobre infraestrutura. O petista criticou o desempenho econômico de Goiás e atribuiu parte dos problemas à deficiência de infraestrutura, especialmente para produtores das regiões mais distantes.

Luis Cesar destacou investimentos federais em rodovias e citou obras realizadas ou em andamento durante governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Daniel respondeu enumerando intervenções estaduais em diferentes regiões, principalmente no Sudoeste, citando rodovias em Chapadão do Céu, Mineiros, Jataí, Creúna, Turvelândia, Quirinópolis, Rio Verde, Montividiu e Paraúna.

O petista rebateu destacando obras federais, entre elas intervenções nas BRs 020, 060 e 153, além da Ferrovia Norte-Sul.

Saúde volta ao centro do bloco

Wilder escolheu Marconi e retomou a saúde. O senador voltou a defender a utilização de hospitais privados para reduzir filas de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Marconi afirmou que adotaria modelo semelhante e defendeu a contratação de leitos privados e filantrópicos quando a rede pública não tiver capacidade suficiente. Também prometeu mudanças na regulação e afirmou que pretende devolver o Ipasgo aos servidores.

Wilder aproveitou a réplica para destacar emendas destinadas à saúde durante seu mandato no Senado e voltou a dizer que pretende ser conhecido como “governador da saúde” caso seja eleito.

No último confronto, Luis Cesar questionou Wilder inicialmente sobre críticas feitas por Ronaldo Caiado e, posteriormente, levantou a relação entre a construtora do senador e o prédio adquirido pelo governo estadual para instalação do novo Hugo.

Wilder confirmou que sua empresa foi responsável pela construção do imóvel, mas rejeitou qualquer relação entre esse contrato privado e a posterior negociação do prédio com o governo.

“Nós somos a construtora do prédio”, afirmou. Segundo ele, a empresa foi contratada para executar a obra e não participa das decisões posteriores envolvendo o imóvel.

A relação entre saúde e infraestrutura, portanto, atravessou boa parte do terceiro bloco, mas o momento de maior confronto ocorreu logo na abertura, quando Daniel e Marconi divergiram sobre quem efetivamente construiu e colocou em funcionamento parte da atual estrutura hospitalar e das policlínicas de Goiás.

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