Saúde, educação e desenvolvimento econômico dominaram o primeiro bloco do debate entre candidatos ao governo de Goiás promovido pelo portal Mais Goiás e pela Rádio Interativa nesta quinta-feira (17). Com perguntas de tema livre entre os próprios concorrentes, o início do encontro teve cobranças sobre a atual gestão estadual e apresentação de propostas para os próximos quatro anos.
O primeiro confronto ocorreu entre Wilder Morais (PL) e o governador Daniel Vilela (MDB). Wilder questionou a fila de cirurgias eletivas e defendeu a utilização de hospitais privados, Santas Casas e outras instituições filantrópicas para acelerar os procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Daniel respondeu citando a expansão da rede estadual e afirmou que Goiás realizou mais de 35 mil cirurgias eletivas em 2025. O governador também anunciou a previsão de ampliar em mais de 300 o número de leitos na Região Metropolitana de Goiânia, com estruturas em Trindade, Aparecida de Goiânia e na futura instalação do novo Hospital de Urgências de Goiás (Hugo).
O confronto ganhou tom mais duro na tréplica. Daniel criticou a atuação de Wilder no Senado, enquanto o adversário cobrou uma ação imediata do governo para reduzir a espera por procedimentos.
Na sequência, Daniel escolheu Luiz César Bueno para discutir educação. O candidato prometeu implantar ensino em tempo integral em todas as escolas estaduais caso seja eleito e garantir ao menos uma unidade com formação profissionalizante em cada município.
Luiz César também defendeu mais investimentos na Universidade Estadual de Goiás (UEG) e criticou a política educacional da atual administração. Daniel respondeu destacando programas de qualificação profissional e intercâmbio. Ao citar o Goiás Pelo Mundo e seus 200 participantes, ouviu do adversário que o alcance seria insuficiente diante dos problemas estruturais da educação.
No terceiro confronto, Marconi Perillo (PSDB) escolheu Wilder e direcionou a discussão para as contas públicas. O ex-governador afirmou que Goiás enfrenta deterioração fiscal e questionou como o senador reorganizaria as finanças estaduais.
Wilder evitou endossar os números apresentados por Marconi e respondeu que pretende estimular indústria, turismo e mineração para ampliar a economia. A discussão acabou chegando à reforma tributária.
Marconi apontou possíveis impactos do novo sistema sobre Goiás e defendeu políticas de desenvolvimento e tecnologia. Wilder afirmou ter votado contra a reforma no Congresso e defendeu mudanças no texto a partir de 2027. O senador vinculou essa possibilidade a uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência e argumentou que alterações seriam necessárias para evitar a saída de indústrias de Goiás.
O primeiro bloco terminou com Luiz César perguntando a Marconi sobre a exploração de terras raras e a participação de empresas estrangeiras. O tucano respondeu defendendo que os minerais extraídos em Goiás sejam processados e industrializados no próprio Estado.
Marconi anunciou ainda a proposta de criar o “Vale das Terras Raras”, voltado à verticalização da cadeia mineral, e disse ter recebido nesta quinta-feira sinalização de apoio do governo Lula ao projeto. O candidato também apresentou a ideia de uma “Cidade da Inteligência Artificial”, envolvendo universidades e instituições de pesquisa.
Assim, o primeiro bloco terminou com quatro frentes principais colocadas pelos candidatos: redução da fila de cirurgias e expansão hospitalar; ampliação do ensino integral e profissionalizante; preparação da economia goiana para a reforma tributária; e utilização das terras raras como instrumento de industrialização e desenvolvimento tecnológico.








