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Destituição antecipada de Marussa mostra foco do MDB em projeto de Daniel

A deputada federal Marussa Boldrin (MDB) soube pelas redes sociais que havia sido destituída do comando do partido em Rio Verde.


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 23/01/2024 - 07:30

Deputada Marussa Boldrin soube do arranjo pelas redes sociais

A deputada federal Marussa Boldrin (MDB) soube pelas redes sociais que havia sido destituída do comando do partido em Rio Verde. Em entrevista a uma rádio local, nesta segunda-feira, 22, ela disse que a comissão provisória “estava com a gente até final de março e eu fiquei sabendo pelas redes sociais, não vi… não fui comunicada pelo nosso presidente do partido estadual (Daniel Vilela), mas a gente vai entender tudo isso”.

Três dias antes, também nas redes sociais, Marussa apareceu de mãos dadas com o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, em uma publicação que anuncia a ex-vereadora Flávia Resende, ou Dra. Flávia, como pré-candidata a prefeita de Mineiros, concorrendo com o emedebista Aleomar Rezende, atual prefeito do município.

Se Rio Verde e o sudoeste goiano interessam ao projeto de reeleição da parlamentar em 2026, também interessam a Daniel Vilela, que disputará o governo estadual e deve ter, entre os adversários, o senador Wilder Morais, que em Goiás preside o PL do ex-deputado estadual Lissauer Viera, um dos candidatos a prefeito de Rio Verde neste ano. Marussa e Lissaeur têm conversado e, para o pré-candidato, não existe dificuldade em conceber uma aliança entre ambos. Uma fonte ligada a Daniel Vilela, no entanto, questiona o significado do potencial apoio de Marussa ao candidato do partido de Wilder, provável oponente de Daniel em 2026, em um território marcado pelo agro — o segmento em jogo para todos que dependem do voto ou da influência do setor.

Uma fonte próxima a José Mário e, consequentemente, não muito distante da deputada federal, repara que a destituição foi feita mas há vacância, sugerindo que o assunto pode chegar à Executiva Nacional e ao presidente Baleia Rossi, com quem Marussa tem boa relação. Por ora, não foi designado um novo comando para a comissão provisória de Rio Verde. Para um emedebista da região, se Marussa Boldrin acionar o presidente nacional, estará atropelando o projeto eleitoral do presidente estadual, Daniel Vilela. E a destituição antecipada do comando da comissão provisória mostra que, pelo menos para o MDB em Goiás, a reeleição de Marussa não está acima do projeto eleitoral do vice-governador.

Redação Tribuna do Planalto

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