Cadastro do Ministério do Trabalho e Emprego relaciona 275 trabalhadores a esses empregadores. Distrito Federal tinha 17 registros na lista divulgada em abril. Denúncias podem ser feitas pelo Sistema Ipê.
O Distrito Federal tem 12 empregadores na lista suja do trabalho análogo à escravidão, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O cadastro foi divulgado nesta terça-feira (6). Ao todo, 275 trabalhadores estão relacionados a esses 12 empregadores.
A lista suja é publicada a cada seis meses. Na atualização anterior, de abril, o Distrito Federal tinha 17 empregadores no cadastro. Com a nova versão, o número caiu para 12.
O que é a lista suja
A lista suja é o cadastro do governo federal que reúne empregadores responsabilizados administrativamente por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão. O documento existe desde 2003 e atualmente é regulamentado pela Portaria Interministerial nº 18, de setembro de 2024.
Antes de um nome ser incluído, o empregador tem direito de apresentar defesa em processo administrativo. Após a inclusão, o nome permanece publicado por dois anos.
Cenário nacional
No país, a atualização de outubro incluiu 82 novos empregadores. Desse total, 54 são pessoas físicas e 28 são pessoas jurídicas. Os novos casos envolvem 553 trabalhadores resgatados em 21 unidades da Federação.
Minas Gerais concentra o maior número de inclusões, com 19 casos. A Bahia aparece em seguida, com oito. Amazonas e Maranhão registram seis ocorrências cada. Entre as atividades econômicas com mais inclusões estão a criação de bovinos para corte, os serviços domésticos, a produção de carvão vegetal, a produção de café e a construção de edifícios.
Como denunciar
Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma remota e sigilosa pelo Sistema Ipê, lançado em 15 de maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O sistema está disponível no endereço ipe.sit.trabalho.gov.br.
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