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“Uma civilização inteira morrerá esta noite” declara Donald Trump se o Irã não ceder a acordo com os EUA

Presidente dos EUA impõe ultimato ao Irã e intensifica pressão diplomática e militar sobre o Estreito de Ormuz


Danilo Santana Por Danilo Santana em 07/04/2026 - 12:58

Trump não tem medo de ameaçar o Irã e sua soberania abertamente (Foto: Getty Images)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça‑feira que estabeleceu um prazo final para que o Irã reabra a navegação pelo Estreito de Ormuz ou enfrente graves consequências. Em posts e declarações públicas nas últimas horas, Trump alertou que, caso Teerã não concorde com os termos exigidos pelos EUA até a noite desta terça, “uma civilização inteira pode ser destruída”, ressaltando a gravidade da situação no Golfo Pérsico.

A exigência para a reabertura do estreito, a principal rota marítima para cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás, ocorre em um contexto de guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que já dura mais de um mês. Apesar das ameaças, líderes iranianos mantêm postura firme, rejeitando cessar‑fogo temporário e fazendo exigências próprias para negociações, o que reduziu as chances de um acordo neste momento.

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Estreito de Ormuz, onde passa cerca de 20% a 30% do petróleo mundial (Foto: Printscreen)

Escalada do conflito militar e diplomática

Nas últimas semanas, Trump tem repetidamente estendido prazos para que o Irã ceda em relação ao controle do Estreito de Ormuz e liberem o tráfego livre de navios. Em mensagens divulgadas pela imprensa e redes sociais, o presidente americano condicionou o fim de ataques à região à reabertura do estreito, ameaçando atingir a infraestrutura crítica iraniana caso o ultimato não seja atendido.

Essa retórica ocorre paralelamente a uma série de ataques das forças dos EUA e aliados, inclusive na ilha estratégica de Kharg, considerada crucial para as exportações petrolíferas do Irã. Autoridades americanas afirmaram que ataques recentes concentraram‑se em alvos militares e de infraestrutura estratégica, mas sem atingir diretamente instalações civis essenciais até agora.

Do lado iraniano, a resposta tem sido de rejeição às exigências de Washington. Teerã tem mantido o estreito fechado para navios estrangeiros e reiterado que a passagem só será totalmente liberada mediante condições que incluam levantamento de sanções e garantias de segurança. Além disso, o Irã afirmou que não aceitará um cessar‑fogo temporário, defendendo negociações mais amplas e permanentes.

Pressões internacionais e reações

O ultimato lançado por Trump gerou reações imediatas em diferentes frentes. Investidores globais monitoram com atenção o impacto das tensões no mercado de energia, já que a manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz pode afetar custos e oferta de petróleo. Ao mesmo tempo, aliados e rivais políticos nos Estados Unidos têm condenado a linguagem agressiva usada pelo presidente, enquanto diplomatas e líderes de outras nações pedem moderação para evitar uma escalada ainda maior.

À medida que o prazo final se aproxima, cresce a incerteza sobre o desfecho das negociações e sobre a possibilidade de um acordo que evite confrontos diretos em larga escala.

Leia mais: Notícias internacionais dos EUA e do mundo.

Danilo Santana

Jornalista e produtor audiovisual baseado em São Paulo. Escreve sobre cultura e esporte.

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