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Economia global projeta ritmo moderado e cautela no Brasil em 2026

Relatório aponta desaceleração do crescimento mundial e impactos do cenário eleitoral no mercado brasileiro


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 26/12/2025 - 15:49

Guerras no Leste Europeu, tarifas globais e inflação persistente vão afetar o comércio exterior (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress).

A economia global deve registrar uma marcha mais lenta em 2026 devido a um ambiente de menor previsibilidade e rearranjos no comércio e tecnologia. Segundo o relatório anual Economic Outlook 2026, do Mastercard Economics Institute (MEI), o crescimento mundial deve recuar de 3,3% em 2025 para 3,1% no próximo ano, enquanto a inflação global tende a baixar de 3,7% para 3,4%. Esse cenário exige que as cadeias de produção se adaptem a novos padrões de consumo e à difusão da inteligência artificial, transformando o crescimento em um desafio de estratégia e eficiência para o varejo.

Cenário Nacional

No Brasil, o ritmo econômico enfrenta o fator adicional do calendário eleitoral presidencial. Historicamente, esse período provoca lentidão em decisões de investimento e maior prudência na oferta de crédito. O MEI estima que o PIB brasileiro desacelere para 1,5% em 2026, após registrar 3,4% em 2024 e uma estimativa de 2,2% para 2025. Com a taxa básica de juros projetada em 12% ao fim de 2026, a incerteza política deve frear planos de expansão. Segundo Gustavo Arruda, economista-chefe do instituto, o consumo das famílias, amparado pelo mercado de trabalho e políticas de renda, continuará sendo o principal motor da atividade, apesar dos ventos contrários.

 

Oportunidades Setoriais

Mesmo com a perda de fôlego, 2026 reserva pontos positivos, especialmente no agronegócio. O setor deve apresentar crescimento razoável, beneficiando regiões como o Centro-Oeste e partes do Sul e Sudeste. No mercado de trabalho, a dinâmica salarial seguirá apoiando o consumo, embora possa pressionar os preços, levando a inflação brasileira para a casa dos 4,5% — limite superior da meta. O relatório destaca que o consumo deve migrar moderadamente para o setor de serviços, enquanto bens duráveis continuarão dependentes das condições de crédito. Para o pequeno empresário, a recomendação é preservar caixa e ajustar as expectativas a um ambiente de menor tolerância a erros.

 

Confira os cinco principais insights do relatório:

1. Desaceleração Global: O PIB mundial crescerá 3,1%, com inflação em queda para 3,4%.

2. Impacto Eleitoral: No Brasil, o PIB deve cair para 1,5% com juros encerrando o ano em 12%.

3. Resiliência do Consumo: Mercado de trabalho e apoio fiscal mantêm o consumo sólido.

4. Destaque Agrícola: Agronegócio impulsiona polos regionais, superando centros urbanos de serviços.

5. Eficiência no Varejo: O foco do empresariado migra do volume de vendas para a escolha criteriosa e estratégia.

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