O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu neste sábado (13) o rompimento político entre o Partido Liberal (PL) e o Partido Novo após críticas feitas pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
A manifestação ocorreu na rede social X, após a divulgação de um trecho de entrevista em que Zema questiona a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. “Para mim, quem anda com bandido merece ser visto com cautela”, afirmou o governador mineiro ao comentar o assunto.
Em resposta, Eduardo Bolsonaro saiu em defesa do irmão e afirmou que as críticas têm motivação política. Segundo ele, Zema estaria incomodado com o protagonismo de Flávio Bolsonaro dentro do campo da direita para a disputa presidencial de 2026. “Por mim rompia geral com o Partido Novo”, escreveu o ex-deputado.
A declaração amplia o desgaste entre lideranças das duas legendas, que nos últimos meses chegaram a discutir uma possível composição eleitoral para a eleição presidencial. O nome de Romeu Zema foi cogitado por aliados como eventual vice em uma chapa liderada por Flávio Bolsonaro, hipótese que enfrenta resistência dentro do entorno da família Bolsonaro.
Eduardo voltou a criticar o governador mineiro em outra publicação e indicou preferência pela deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) para compor uma eventual chapa presidencial. Na mensagem, sugeriu desconfiança em relação à lealdade política de Zema e afirmou que a parlamentar catarinense representaria maior alinhamento com o projeto bolsonarista.
O episódio evidencia as dificuldades de articulação entre os dois partidos no campo da direita e expõe divergências sobre a condução da sucessão presidencial de 2026. Enquanto o Novo busca consolidar a candidatura própria de Romeu Zema, o PL trabalha para fortalecer o nome de Flávio Bolsonaro como principal herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro.











