Uma fazenda com sistema de irrigação agrícola entrou na mira de uma operação contra o furto de energia elétrica em Planaltina. Segundo a Equatorial Goiás, uma fraude no equipamento de medição fazia com que mais de 100 megawatt-hora (MWh) deixassem de ser registrados todos os meses.
Para se ter ideia do tamanho da irregularidade, a distribuidora informou que esse volume seria suficiente para abastecer centenas de residências da cidade durante um mês.
A operação foi realizada na terça-feira (8), em uma ação conjunta entre a Equatorial Goiás e a Polícia Civil. A propriedade rural recebe energia em alta tensão, por meio de uma rede de 34,5 quilovolts (kV), e utiliza equipamentos para irrigar culturas como o feijão.
A fiscalização não começou de uma hora para outra. Durante aproximadamente um mês, a concessionária realizou um trabalho de inteligência e monitoramento do consumo da propriedade.
Nesse período, os técnicos perceberam que a quantidade de energia registrada era incompatível com a demanda esperada para manter o sistema de irrigação em funcionamento. A diferença levantou a suspeita de que o consumo real não estava sendo medido corretamente.
Verificação começou antes da entrada na fazenda
Para confirmar a irregularidade com segurança, as equipes recorreram a drones e aparelhos modernos de medição. Conforme a Equatorial Goiás, esses equipamentos permitiram constatar a fraude antes mesmo de os profissionais entrarem na propriedade.
Durante a abordagem, o compartimento onde estava instalado o medidor foi encontrado trancado com cadeados. Com acompanhamento da Polícia Civil e amparo na legislação do setor elétrico, a concessionária abriu o local e encontrou uma manipulação destinada a impedir o registro correto da energia utilizada.
Toda a intervenção foi documentada pelas equipes. O proprietário não estava presente naquele momento e, por isso, não houve flagrante. A Polícia Civil continuará investigando o caso.
Problema vai além da conta de energia
A fraude ou o furto de energia afeta não somente o registro do consumo. Intervenções clandestinas podem provocar sobrecarga na rede elétrica, prejudicar a qualidade do serviço e aumentar o risco de acidentes.
Entre os problemas apontados pela concessionária estão interrupções no fornecimento, curtos-circuitos e incêndios. A distribuidora também afirma que as perdas provocadas pela energia desviada e não registrada causam impactos em todo o sistema elétrico.
“Nossa força de trabalho atua diariamente em campo no combate às perdas não técnicas da distribuidora. Esse esforço é sustentado por ações administrativas, de planejamento e inteligência, ações imprescindíveis em todo o processo de combate a perdas”, declarou o executivo de medição da Equatorial Goiás, Marcelo Quintanilha.
A empresa orienta que nenhuma pessoa tente fazer alterações por conta própria nos medidores ou na rede. Qualquer intervenção deve ser executada exclusivamente pela concessionária, com profissionais autorizados e qualificados.
O furto de energia é enquadrado como crime pelo artigo 155 do Código Penal Brasileiro. Quem desconfiar de alguma irregularidade poderá fazer uma denúncia anônima à Equatorial Goiás pelo telefone 0800 062 0196.
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