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Goiânia institui Polo Moveleiro no Jardim Guanabara, mas prefeito veta benefícios fiscais

Nova lei visa fortalecer setor tradicional da região Norte da capital, mas sanção exclui isenção de IPTU prevista para empresas


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 18/07/2025 - 09:10

Polo Moveleiro do Jardim Guanabara, em Goiânia - Foto Google Street View
Lei reconhece oficialmente a importância do setor moveleiro e organiza empresas da região Norte (Foto: Google Street View)

Foi sancionada nesta quarta-feira (17) a lei que cria o Polo Moveleiro no Setor Jardim Guanabara e bairros vizinhos da região Norte de Goiânia. A proposta, de autoria do vereador Thialu Guiotti (Avante), foi aprovada pela Câmara Municipal com o objetivo de fortalecer a atividade moveleira da capital. A lei, no entanto, foi sancionada com vetos.

O prefeito Sandro Mabel (UB) retirou do texto os dispositivos que previam benefícios fiscais, como a isenção de IPTU para empresas do setor que contratassem jovens aprendizes, estagiários ou universitários. A justificativa é que esta é uma atribuição legal exclusiva do Chefe do Poder Executivo. Também foram vetados os artigos que tratavam de incentivos financeiros e de políticas públicas específicas para as empresas do Polo.

“Tal dispositivo adentra no âmbito da competência privava do Chefe do Poder Executivo, além de prever ações governamentais que demandam gastos públicos, a exemplo da destinação de recursos específicos”, destaca parecer emitido pela Procuradoria-Geral do Município.

Sem benefícios

Mesmo sem os benefícios tributários, a legislação define diretrizes para estruturação do arranjo produtivo em importantes vias do Jardim Guanabara, como as ruas Santa Catarina, Uruguaiana, Marília, Bananal, Canoeiros, Cajazeiras, Dom Pedrito, Goiás, Juazeiro, Itacolomi e José Alves Toledo. Empresas, cooperativas e associações com sede nessas localidades poderão integrar o Polo, desde que estejam ligadas diretamente à cadeia produtiva do setor moveleiro.

De acordo com o projeto que institui Polo Moveleiro no Jardim Guanabara , os principais objetivos do novo Polo são qualificar trabalhadores e aumentar a produtividade das empresas locais, incentivar a inovação e a diversificação dos produtos fabricados, fortalecer a integração entre os empreendedores do setor, ampliar a visibilidade dos móveis goianienses por meio de marketing conjunto e adotar práticas sustentáveis em toda a cadeia produtiva.

Segundo Thialu Guiotti, o projeto é resultado do diálogo com empresários da região e busca dar suporte legal e institucional a uma vocação histórica do Jardim Guanabara. “É um passo importante para dar visibilidade e apoio a um setor que movimenta a economia local e que precisa de incentivo e reconhecimento formal para crescer com sustentabilidade”, afirmou.

Com a sanção da lei, as empresas do setor ganham agora um instrumento jurídico que permite maior articulação com o poder público e abre caminho para futuras políticas específicas, inclusive, a possível retomada da discussão sobre incentivos fiscais vetados.

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