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Goiás confirma circulação do vírus da febre amarela em primata

Dois casos foram confirmados em macacos nos municípios de Abadia de Goiás e Guapó


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 10/09/2025 - 12:11

As principais medidas de prevenção para humanos, recomendadas pelo Ministério da Saúde, incluem a vacinação e o controle da proliferação dos mosquitos vetores

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) confirmou, nesta semana, a circulação do vírus da febre amarela em primatas. Dois casos foram registrados: um em Abadia de Goiás e outro em Guapó, ambos na região metropolitana de Goiânia. Um terceiro caso, suspeito em Aragoiânia, foi descartado. Outros três ainda estão em investigação — dois em Goiânia e um em Abadia de Goiás.

Segundo a SES-GO, a morte do macaco em Abadia de Goiás foi notificada no dia 25 de agosto e confirmada laboratorialmente na semana passada. O caso de Guapó também teve resultado positivo para o vírus. Em nota, a secretaria reforçou que os macacos não transmitem a febre amarela, sendo igualmente vítimas da doença, assim como os seres humanos.

Situação epidemiológica

Durante todo o ano de 2024, foram analisadas 58 amostras de macacos mortos em Goiás, todas descartadas para febre amarela. Em 2025, até agora, já foram investigadas 30 amostras, com duas confirmações.

O último registro de febre amarela em humanos em Goiás ocorreu em 2017. Até o momento, não há casos ou óbitos confirmados da doença em pessoas em 2025.

Como ocorre a transmissão

A febre amarela é causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos silvestres, principalmente dos gêneros Haemagogus e Sabethes. A doença pode afetar macacos e humanos, apresentando evolução rápida, gravidade variável e alta letalidade em casos graves.

Especialistas reforçam a importância de não atacar ou matar os macacos, já que o adoecimento ou morte desses animais funciona como um alerta precoce sobre a circulação do vírus em determinada região.

Vacinação em Goiás

A principal forma de prevenção contra a febre amarela é a vacina, disponível gratuitamente no SUS. Em Goiás, a cobertura vacinal está em 71,57%, abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

O esquema vacinal é o seguinte:

  • Crianças: uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos;
  • Adultos de 5 a 59 anos não vacinados: dose única.

Além da vacina, também são medidas de proteção o uso de repelentes, roupas que cubram braços e pernas e evitar áreas de mata sem a devida prevenção.

Medidas da SES-GO

A Secretaria de Saúde emitiu uma nota técnica com recomendações aos municípios, entre elas:

  • Reforço no monitoramento de epizootias em primatas;
  • Busca ativa para vacinação de não vacinados;
  • Aumento da sensibilidade das unidades de saúde para notificação de casos suspeitos em humanos;
  • Coleta de amostras para exames laboratoriais específicos.

A população deve ficar atenta a sinais de alerta como febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, náuseas e vômitos. Em caso de sintomas, a orientação é procurar imediatamente atendimento médico.

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