Goiás foi o estado em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mais ampliou sua participação nos votos válidos entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O petista avançou 9,28 pontos percentuais, passando de 31,06% em 4 de outubro para 40,34% em 25 de outubro. O dado aparece em levantamento divulgado pela BBC Brasil com base na apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em números absolutos, Lula recebeu 1.188.880 votos no primeiro turno e chegou a 1.585.555 no segundo, um acréscimo de 396.675 votos. O avanço foi o maior entre os estados e o Distrito Federal, segundo o gráfico da BBC. São Paulo aparece em seguida, com alta de 7,95 pontos percentuais, à frente do Distrito Federal, com 7,61, e do Rio de Janeiro, com 7,49.
Apesar do crescimento, Lula não venceu em Goiás. Flávio Bolsonaro (PL) terminou o segundo turno no estado com 59,66% dos votos válidos, contra 40,34% do petista — uma diferença de 19,32 pontos percentuais. No primeiro turno, Flávio havia obtido 53,60% dos votos válidos em Goiás, enquanto Ronaldo Caiado (PSD), então candidato à Presidência, ficou com 12,33%. A votação dos candidatos que não avançaram para a etapa final ajuda a contextualizar a mudança no percentual de Lula.
O aumento da votação de Lula no estado não foi suficiente para alterar a liderança local, mas acompanhou a virada nacional. No resultado do segundo turno, o presidente foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, ou 64.256.232 votos, contra 48,21% e 59.826.041 votos de Flávio. A diferença entre os dois foi de pouco mais de 4,4 milhões de votos. Lula havia terminado o primeiro turno atrás do adversário, que liderou a votação nacional em 4 de outubro.
A vitória garantiu a Lula um quarto mandato presidencial. O resultado consolidou uma disputa nacional apertada, marcada por desempenhos distintos entre as regiões: o petista avançou em Goiás e venceu em estados decisivos, enquanto Flávio manteve vantagem em Goiás e em outras unidades da federação.










