Goiás aparece entre os estados mais afetados pela redução projetada na oferta de voos domésticos no Brasil e deve registrar retração de 9,8% na malha aérea, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O estado ocupa a quarta posição nacional entre as maiores quedas, atrás apenas de Acre (-14,7%), Amazonas (-13,6%) e Pernambuco (-11,2%).
A retração ocorre em meio ao aumento dos custos operacionais das companhias aéreas, especialmente após reajustes no preço do querosene de aviação (QAV), e reflete um movimento nacional de revisão das operações. Em poucas semanas, a expectativa do setor passou de crescimento para redução da oferta de voos, com menos aeronaves disponíveis e menor capacidade de transporte em diversas regiões do país.
Para Goiás, não há detalhamento de origem–destino, no entanto, o impacto tende a atingir principalmente a conectividade com centros econômicos e rotas de maior demanda corporativa. Além do transporte de passageiros, o cenário pode gerar reflexos sobre atividades ligadas a negócios, eventos, saúde, agronegócio e turismo.
As projeções para junho indicam continuidade da retração em nível nacional, reforçando um cenário de atenção para estados que dependem da aviação para manter competitividade e circulação econômica.













