Os trabalhadores da rede municipal de Educação de Goiânia decidiram suspender a greve iniciada no último dia 12 de maio. A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta terça-feira, no Cepal do Setor Sul, após audiência no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás para discutir os desdobramentos do movimento.
A paralisação havia começado após decisão do TJGO que reconheceu a legalidade da greve, mas determinou a manutenção mínima de 70% dos servidores em atividade na rede municipal. Na ocasião, o desembargador Maurício Porfírio Rosa entendeu que o direito de greve deveria ser conciliado com a continuidade dos serviços públicos essenciais, especialmente na educação infantil e alimentação escolar.
Mesmo após a liminar, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) manteve a convocação da categoria e defendeu que o percentual exigido pela Justiça fosse considerado em nível de rede, e não por unidade escolar. A entidade também chegou a convocar mobilizações no Cepal do Setor Sul durante os dias de paralisação.
Segundo o sindicato, os encaminhamentos discutidos durante audiência judicial foram apresentados à categoria antes da votação que decidiu pela suspensão da greve por 15 dias, até realização de nova assembleia. A reunião contou com participação da presidente em exercício do Sintego e vereadora Ludmylla Morais, da deputada estadual Bia de Lima e representantes jurídicos da entidade.
Parte dos servidores contestou a suspensão do movimento e criticou a condução da votação durante a assembleia. Trabalhadores também cobraram mais transparência nas decisões relacionadas à greve.















