O segundo processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) em 2026 atraiu 2.600 candidatos em Goiás. Agora, os estudantes convocados na chamada regular precisam cumprir a próxima etapa da seleção: complementar as informações cadastrais até o dia 4 de agosto para garantir a continuidade no processo.
Depois dessa etapa, será necessário apresentar a documentação à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino onde o candidato foi aprovado. Na sequência, o estudante deverá comparecer ao banco responsável para formalizar o contrato de financiamento, seguindo o cronograma estabelecido pelo programa.
Quem não foi selecionado na primeira chamada permanece na disputa. Os candidatos passam automaticamente para a lista de espera, que fará novas convocações entre 7 de agosto e 24 de setembro. Durante esse período, é responsabilidade do estudante acompanhar o resultado pelo sistema eletrônico do Fies.
Em todo o país, o programa contabilizou 127.175 participantes, que registraram 315.431 opções de cursos, já que cada candidato pôde escolher até três graduações. As mulheres representam a maioria dos inscritos, com 67,5% das candidaturas.
Os dados também mostram a diversidade do processo seletivo. Mais de 72 mil participantes se autodeclararam pretos ou pardos. Também participaram 666 indígenas, 1.808 quilombolas e 5.248 pessoas com deficiência. São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Ceará e Rio de Janeiro lideram o número de inscrições.
Nesta edição, metade das vagas continua reservada ao Fies Social, modalidade destinada a estudantes inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa. Nesses casos, o financiamento pode chegar a 100% do valor das mensalidades.
O programa também mantém a reserva de vagas para pessoas com deficiência, indígenas, quilombolas e candidatos autodeclarados pretos e pardos. Os estudantes que concorrem às vagas destinadas às pessoas com deficiência deverão apresentar laudo médico com a classificação da deficiência conforme o Código Internacional de Doenças (CID).
Criado pelo Ministério da Educação, o Fies financia cursos de graduação em instituições privadas de ensino superior com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), ampliando o acesso ao ensino superior para estudantes que não conseguem custear integralmente a formação.












