Goiás não registra casos confirmados de sarampo em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO). Os últimos registros da doença no estado ocorreram em 2020. Apesar do cenário atual, o Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) alerta para a importância de manter a vacinação em dia, especialmente diante da circulação do vírus em outras regiões do Brasil e em outros países e do risco de reintrodução da doença.
A cobertura vacinal contra o sarampo em Goiás permanece abaixo da meta preconizada pelo Ministério da Saúde, de 95%. A primeira dose da vacina tríplice viral alcançou cobertura de 86,19% no estado, enquanto a segunda dose está em 66,91%. O cenário reforça a necessidade de que pais, responsáveis e demais públicos elegíveis verifiquem a situação vacinal e procurem uma unidade de saúde para completar o esquema recomendado, quando necessário.
A diretora técnica e infectologista do HDT, Dra. Thais Safatle, explica que de acordo com a orientação vigente em Goiás, não há indicação de uma dose extra da vacina contra o sarampo para a população que já esteja com o esquema vacinal completo. “A medida é diferente da adotada em alguns municípios do estado de São Paulo, que passaram a ofertar uma dose adicional em determinadas situações. Em Goiás, a recomendação é seguir o esquema de vacinação de rotina estabelecido pelo Ministério da Saúde”, explica.
Quando vacinar?
A vacinação contra o sarampo faz parte do calendário de imunização e é realizada com a vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. Na rotina infantil, são indicadas duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade. Para adultos, a recomendação varia de acordo com a faixa etária e o histórico de vacinação. Pessoas de 20 a 29 anos devem ter duas doses, enquanto aquelas de 30 a 59 anos devem ter uma dose, caso não tenham comprovação de vacinação anterior. A vacina está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Monitoramento
A SES-GO mantém monitoramento contínuo para a detecção oportuna de casos suspeitos de sarampo, em articulação com as secretarias municipais de saúde e a rede de vigilância epidemiológica. O acompanhamento é realizado de forma sistemática, incluindo análises semanais nas reuniões do Comitê de Monitoramento de Eventos (CME), que avalia indicadores e cenários relacionados a agravos de relevância para a saúde pública.
Ainda acontece no Estado a Campanha Nacional de Multivacinação 2026. A iniciativa busca ampliar a cobertura vacinal e atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes de até 14 anos em todo o estado. Entre os alertas apresentados está justamente o risco de reintrodução do sarampo, que voltou a registrar casos no Brasil e em outros países.
Para o HDT, mesmo sem registros atuais da doença em Goiás, a manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental para reduzir a possibilidade de circulação do vírus e proteger principalmente crianças, adolescentes e pessoas mais vulneráveis a complicações. A orientação é que a população mantenha a caderneta de vacinação atualizada e procure uma unidade do SUS em caso de dúvidas sobre o esquema vacinal.














