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Homem é condenado a mais de 31 anos por morte de cartorário

Luizmar Francisco Neto agenciou e coordenou as ações que resultaram na morte do cartorário Luiz Fernando Alves Chaves


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 12/03/2024 - 19:38

Luiz Fernando foi sequestrado em casa por dois homens, levado em seu próprio carro, e executado com 15 disparos de arma de fogo

Luizmar Francisco Neto, denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) por agenciar e coordenar as ações que resultaram na morte do cartorário Luiz Fernando Alves Chaves, no final de dezembro de 2021, em Rubiataba, foi condenado a 31 anos e 6 meses de prisão. O crime teve grande repercussão social, já que as investigações apontaram que a morte teria sido encomendada pela esposa da vítima.

No julgamento, realizado nesta segunda-feira (11), o MP foi representado pela Promotora de Justiça Yule Reis e Gisele Campos. Segundo elas, Luiz Fernando foi sequestrado em casa por dois homens, levado em seu próprio carro, e executado com 15 disparos de arma de fogo. O corpo foi encontrado em um canavial, a cerca de 20 quilômetros da cidade.

Segundo a denúncia, o réu teria planejado e arquitetado toda a empreitada criminosa, tanto que se encontrou com os executores do crime para repassar informações sobre a vítima e sua rotina, além de entregar a eles as chaves da residência da vítima, o controle do portão e as abraçadeiras de plástico para amarrar as mãos do cartorário. Além disso, o acusado ainda informou como eles deveriam proceder e os deixou próximo ao local dos fatos. Além do homicídio, o réu foi também julgado pelo crime de roubo circunstanciado pelo concurso de agentes, restrição da liberdade da vítima, e emprego de arma de fogo.

Assim, o MP pediu a condenação do réu pelos crimes previstos nos artigos 121, §2º, I e IV (homicídio qualificado) e 157, §2º, II e V e §2º-A, I (roubo circunstanciado), na forma do artigo 69, todos do Código Penal. A defesa, por sua vez, sustentou em plenário o afastamento das qualificadoras e a condenação do réu por homicídio simples, bem como a absolvição dele em relação ao crime de roubo majorado.

As teses do MP foram integralmente acolhidas, e Luizmar Francisco Neto foi condenado pelo Tribunal do Júri. Ao realizar a dosagem da pena, o juiz Alves Lessa levou em conta, entre outras agravantes, o fato do acusado ser reincidente em diversos processos penais e ser o autor intelectual do crime. Assim, o magistrado fixou a pena em 31 anos e 6 meses de prisão. Além disso, fixou indenização mínima no valor de R$ 10 mil, em favor da família da vítima, com incidência de juros de mora desde a data do fato-crime.
O réu, que está preso preventivamente, não poderá recorrer da sentença em liberdade. Outros seis réus também estão sendo processados para serem julgados pelo Tribunal do Júri da Comarca de Rubiataba.

Redação Tribuna do Planalto

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