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IGP-M cai 1,05%. “Ambiente de menor pressão de custos para 2026”

Os dados da FGV mostram o café como uma das principais influências do ano, tanto para o produtor como para o consumidor


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 31/12/2025 - 17:17

Os dados da FGV mostram o café como uma das principais influências do ano, tanto para o produtor como para o consumidor

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DC NEWS – O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), fechou 2025 com deflação de 1,05%. No ano passado, havia registrado inflação de 6,54%. Mas com resultados distintos entre seus três componentes. O de maior peso (IPA, preços ao produtor) variou -3,35% em 2025, depois de +7,24% em 2024. Já o IPC (preços ao consumidor) e o INCC (custos de construção) subiram 4,08% e 6,10%, respectivamente – no ano anterior, 4,02% e 6,34%.

Segundo o economista Matheus Dias, do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), o ano “marcado pela desaceleração da atividade global e elevada incerteza” teve impacto, principalmente, nos preços ao produtor. “Além disso, a melhora das safras agrícolas contribuiu para aliviar preços de matérias-primas, reforçando o movimento de deflação.”

Os dados da FGV mostram o café como uma das principais influências do ano, tanto para o produtor como para o consumidor. Nos dois casos, próximo de 50%. No IPC, a conta de luz também pesou, acima como planos de saúde e refeições. Na outra ponta, itens como passagem aérea e alguns produtos alimentícios (arroz, batata, leite e laranja) ficaram mais barato. Em relação ao INCC, o que mais pesou foi a mão de obra. Confira abaixo a relação das principais influências (positivas e negativas) em 2025.

Ainda no caso do IPC, segundo Dias, a inflação seguiu em alta moderada, com pressões concentradas em serviços e habitação. “Mas que ao longo do ano convergiram para o intervalo de tolerância da meta”, afirmou. “Esse contraste [entre os índices] evidencia a heterogeneidade da inflação e sugere um ambiente de menor pressão de custos para 2026.” Porém, acrescenta o economista, “com riscos importantes em itens sensíveis à atividade econômica”. Principalmente se houver “maior resiliência na transmissão dos efeitos da política monetária.”

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