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Imposto vira teste para candidatos ao Governo de Goiás: empresários cobram compromisso dos quatro

Daniel Vilela, Marconi Perillo, Wilder Morais e Luís César Bueno são confrontados pelo setor produtivo sobre carga tributária, reforma tributária e eficiência da máquina pública


Andréia Bahia Por Andréia Bahia em 02/09/2026 - 09:03

Imposto vira teste para candidatos ao Governo de Goiás: empresários cobram compromisso dos quatro
Imposto vira teste para candidatos ao Governo de Goiás: empresários cobram compromisso dos quatro - Divulgação

A eleição para o Governo de Goiás ganhou um componente econômico importante nesta quarta-feira (2). Daniel Vilela, Marconi Perillo, Wilder Morais e Luís César Bueno foram colocados diante de uma das principais cobranças do setor produtivo: como evitar o aumento da carga tributária e, mais do que isso, reduzir impostos no Estado.

A pressão veio durante sabatina promovida pelo Fórum das Entidades Empresariais de Goiás, em Goiânia. O encontro colocou os quatro candidatos frente a frente com representantes de setores que têm forte peso na economia goiana, especialmente comércio e serviços.

Presidente da CDL Goiânia, Gustavo Faria foi direto ao apontar a preocupação dos empresários com os efeitos da reforma tributária. Segundo ele, a expectativa é de aumento da carga sobre determinados segmentos a partir do próximo ano, cenário que pode acabar chegando ao bolso do consumidor. “A nossa expectativa é de um aumento significativo da carga tributária a partir do ano que vem, principalmente no serviço e no comércio. Isso vai se refletir nos preços e diretamente nos consumidores”, afirmou.

Cobrança coloca candidatos diante de uma escolha

A questão tributária coloca os candidatos diante de um dilema que deve ganhar espaço na campanha: como financiar o Estado sem aumentar a pressão sobre empresas e consumidores?

A CDL Goiânia quer que os candidatos assumam publicamente o compromisso de não elevar a carga tributária e apresentem medidas para melhorar a eficiência da administração pública.

A entidade também defende uma redução gradual dos impostos em Goiás, acompanhada de uma revisão da máquina pública. “Vamos buscar um compromisso dos candidatos para que não haja aumento da carga tributária, para que haja, sim, aumento da eficiência da máquina pública e uma gradual redução dos impostos em nosso Estado”, destacou Faria.

A cobrança ganha peso em um momento em que empresários tentam antecipar os impactos da reforma tributária e entender como as mudanças no sistema de impostos poderão afetar custos, preços e investimentos.

Empresariado entra no jogo eleitoral

Mais do que uma sabatina, o encontro funcionou como uma espécie de teste de compromisso dos candidatos com o setor produtivo.

Para os empresários, não basta defender o crescimento econômico. A questão é saber quais candidatos estão dispostos a enfrentar o tamanho e o custo da máquina pública para abrir espaço para uma redução de impostos.

A posição do empresariado também pode se transformar em um importante componente da disputa eleitoral, já que comércio, serviços, indústria e agropecuária representam segmentos estratégicos para a economia de Goiás e possuem influência política em diferentes regiões do Estado.

Gustavo Faria afirmou que o encontro é uma oportunidade para aproximar os empresários dos candidatos e cobrar compromissos que possam responder aos problemas enfrentados pelo setor. “É um bom momento para estar junto dos candidatos, cobrar compromissos que, no futuro, contribuam para a solução das dores reais do empresariado goiano”, afirmou.

Quatro candidatos, quatro estratégias

A presença de Daniel Vilela, Marconi Perillo, Wilder Morais e Luís César Bueno também expõe as diferentes estratégias políticas na corrida pelo Palácio das Esmeraldas.

Daniel Vilela busca consolidar a posição de favorito e defender a continuidade da gestão estadual. Marconi Perillo tenta recuperar espaço eleitoral e voltar ao centro da disputa. Wilder Morais aposta na força do campo conservador e na aproximação com o eleitorado ligado ao setor produtivo. Já Luís César Bueno tenta ampliar o espaço do PT em uma disputa marcada pela predominância do centro e da direita.

Nesse cenário, a relação com o empresariado pode ser decisiva. Quem conseguir transformar a promessa de redução de impostos em uma proposta considerada viável pelo setor produtivo poderá ganhar espaço em uma pauta com impacto direto no cotidiano das empresas e dos consumidores.

Agenda do setor produtivo

Ao final do encontro, os candidatos receberam a Agenda Fórum Empresarial — Governo de Goiás — Eleições 2026, documento que reúne propostas e demandas consideradas prioritárias pelas entidades empresariais.

Entre as principais reivindicações está justamente a busca por maior eficiência da administração pública e redução gradual da carga tributária.

A cobrança agora está feita. A questão é saber qual dos quatro candidatos estará disposto a assumir esse compromisso — e, principalmente, como pretende pagar a conta da promessa de reduzir impostos.

 

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