A imprevisibilidade apontada pelo prefeito de Aparecida de Goiânia, Vilmar Mariano (União Brasil), sobre apoio à pré-candidatura de Leandro Vilela (MDB), acendeu alerta entre o grupo e aliados do ex-prefeito Gustavo Mendanha (MDB), um dos principais entusiastas do projeto e um dos coordenadores da pré-campanha.
Vilmarzinho já disse que, além do emedebista, pode apoiar o deputado Professor Alcides (PL) e o vereador Willian Panda (PSB), ambos postulantes à Cidade Administrativa.
Vilmar também não tem escondido insatisfações com a forma como o processo de troca foi conduzido. O deputado estadual Veter Martins (União Brasil), já disse em entrevista, que o prefeito está “magoado” e no devido tempo vai se posicionar. Vilmarzinho diz que tem até as convenções para tornar público sua decisão.
Fontes consultadas revelam que a postura de Vilmar sobre a situação deixou a base em alerta. Vereadores do grupo de Mariano ainda aguardam a posição do prefeito para definir os rumos da campanha.
“A pré-campanha agora vai ganhar corpo. Estávamos aguardando o tempo do Vilmar, mas ele não se posicionou. Não dá para esperar mais. O fato é que ele [Vilmar] é imprevisível. Se ele vier, é tranquilo e bom para todo o mundo”, salientou um membro do QG de Mendanha.
Tanto Mendanha como Leandro esperavam já ter uma definição sobre o futuro em poucos dias. A demora, entretanto, tem frustrado o grupo que projetava tê-lo. “Ele [Vilmar] perde a oportunidade de ter um papel importante na construção do projeto e união de todo o grupo”, avalia a fonte.
Em entrevista à penúltima edição impressa da Tribuna do Planalto, Leandro externalizou esse desejo, inclusive, pontuando que ofereceria a vice da chapa ao grupo de Vilmar Mariano. Esperava-se que quando Veter retornasse de viagem, os diálogos avançassem. O deputado estadual retornou há aproximadamente uma semana, e as conversas estão estagnadas.
O prefeito de Aparecida de Goiânia, além de deixar o cenário de apoio em aberto, também declarou que só vai definir a posição no apagar das luzes das convenções partidárias, em 5 de agosto. Professor e cientista político, Marcos Marinho avalia que este é o único momento em que o gestor está com “a faca e o queijo na mão”. “Não sei se é indecisão ou se é só estratégia mesmo. Mas dá espaço para muitas manobras, dá espaço para aproximações, para propostas e, ainda assim, deixa o grupo do Gustavo bastante inquieto”, analisa.
Vale lembrar, Vilmar estava no MDB e foi para o União Brasil com a promessa de que poderia disputar a reeleição, caso melhorasse os números com base em pesquisas. Apesar de aliados defenderem que haviam dados suficientes que apontavam seu crescimento, ele foi preterido pelo gestor estadual e trocado pelo primo do vice-governador Daniel Vilela (MDB), Leandro Vilela.













