Mulheres entre 45 e 64 anos se tornaram o principal público da cannabis medicinal no Brasil, impulsionando um mercado que cresce junto com as buscas por tratamentos voltados à saúde mental, qualidade do sono e controle da dor.
Levantamento divulgado pela plataforma Blis Data mostra que as brasileiras dessa faixa etária concentram mais da metade dos pacientes que utilizam medicamentos à base de cannabis no país. As mulheres de 55 a 64 anos lideram o ranking, seguidas pelo grupo entre 45 e 54 anos.
Os dados revelam uma mudança importante no perfil do consumo medicinal da cannabis no Brasil. Ao contrário da associação histórica da substância ao uso recreativo, o crescimento atual está diretamente ligado a tratamentos de saúde e acompanhamento médico.
Entre os principais motivos para o uso terapêutico estão distúrbios do sono, ansiedade, dores crônicas e depressão. A insônia aparece como principal queixa entre as pacientes analisadas.
A pesquisa também aponta que muitas mulheres passaram a buscar alternativas após anos convivendo com sintomas persistentes e tratamentos convencionais. Sete em cada dez pacientes afirmaram utilizar cannabis medicinal junto com outros medicamentos prescritos.
Outro dado que chama atenção é que metade das mulheres nunca havia tido contato com cannabis antes do início do tratamento médico.
O levantamento ainda mostra que a maior parte das pacientes está concentrada nas regiões Sudeste e Sul do país e mantém rotina ativa de trabalho e atividades físicas.
Especialistas apontam que o crescimento do setor acompanha uma maior discussão sobre saúde emocional, envelhecimento feminino e qualidade de vida, especialmente entre mulheres que enfrentam sobrecarga, alterações hormonais, estresse e dificuldades relacionadas ao sono.















