O tribunal do júri absolveu o vendedor ambulante Dedilson de Oliveira Sousa, que viu o filho ser atropelado por um motorista bêbado, reagiu e o agrediu até a morte. Os jurados acataram a tese de não culpabilidade de Dedilson.
O atropelamento seguido de homicídio ocorreu no dia 17 de dezembro de 2022. De acordo com denúncia, Dedilson de Oliveira Souza, vendedor ambulante, reagiu violentamente após ver o filho de 8 anos, Danilo Pignata de Oliveira, morrer atropelado por um veículo conduzido por Francilei da Silva Jesus, que estaria embriagado.
O acidente ocorreu quando Francilei perdeu o controle do carro e atingiu pai e filho no canteiro central da Avenida Pirineus, esquina com a Avenida Anhanguera, em Goiânia. Em seguida, Dedilson teria impedido a fuga de Francilei e o agredido com socos, chutes e golpes de pedra na cabeça.
O homem chegou a ser socorrido, mas morreu dias depois no hospital. A cena foi registrada por câmeras de segurança e Dedilson acabou preso em flagrante pela Polícia Militar. O julgamento foi realizado pela 2ª Vara de Crimes Dolosos Contra a Vida, em Goiânia.
O ambulante respondia por homicídio privilegiado e o próprio Ministério Público, responsável pela acusação, entendeu que não houve intenção de matar e agiu sob forte emoção, depois de ver o filho morrer de forma violenta. No carro de Francilei, de acordo com os autos, havia frascos de bebidas alcoólicas.
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