O presidente Lula (PT) alcançou 50,2% de aprovação em julho, segundo a nova rodada da pesquisa AtlasIntel, realizada em parceria com a Bloomberg. É a primeira vez em 2025 que a taxa de aprovação supera a desaprovação (49,7%) — uma virada simbólica, que não ocorria desde outubro de 2024.
O avanço de Lula ocorre em um momento de instabilidade no cenário internacional, diante do “tarifaço de Trump” como medida econômica de retaliação ao Brasil diante de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre investigações em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado do presidente norte-americano Donald Trump.
A medida tem gerado apreensão entre economistas e consumidores brasileiros, especialmente por seus possíveis efeitos sobre exportações, inflação e crescimento. Nesta quarta-feira (30), Trump assinou decreto com a cobrança sobre produtos importados do Brasil, apesar de ter deixado cerca de 700 itens fora da lista.
Goiás
Avaliação do governo melhora
Além da aprovação pessoal do presidente, os números da avaliação do governo federal também mostram tendência de recuperação. O percentual dos que classificam a gestão Lula como “ótima” ou “boa” subiu de 43,4% para 46,6%, enquanto a avaliação negativa caiu de 49,4% para 48,2%.
O dado mais expressivo é a redução na parcela que considera o governo “regular”, que caiu de 7,2% para 5,1% — sinalizando que parte da população indecisa passou a ter uma opinião mais positiva sobre a administração petista.
Imagem política em ascensão
Lula também melhorou sua imagem pública: 51% dos entrevistados têm uma percepção positiva sobre o presidente, contra 48% que o veem de forma negativa. O saldo é o melhor registrado desde o início do ano.
Em contrapartida, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) viu sua imagem se deteriorar. As avaliações negativas cresceram 2 pontos percentuais, enquanto as positivas recuaram na mesma proporção.
Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), foi destaque entre os líderes com imagem ascendente, ganhando 3 pontos percentuais em aprovação. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manteve sua avaliação estável.
Confiança do consumidor
Apesar dos sinais de recuperação política para Lula, o índice de confiança do consumidor segue instável. A pesquisa detectou uma leve queda nas expectativas de consumo, o que indica cautela da população com o cenário econômico. A principal preocupação recai sobre os efeitos indiretos das promessas de Trump, caso ele vença as eleições americanas.
Economistas apontam que um aumento de tarifas sobre produtos importados pode provocar efeitos em cadeia na economia global — inclusive no Brasil, afetando o agronegócio, a indústria e o câmbio.













