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Lula chega a 50% de aprovação diante de tarifaço de Trump, mostra AtlasIntel

Pesquisa Atlas-Bloomberg mostra aprovação de Lula superando rejeição pela primeira vez em 2025


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 31/07/2025 - 08:51

Lula em Goiânia para o Conune
Presidente Lula atinge maioria de aprovação pela primeira vez em 2025, segundo levantamento AtlasIntel (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Lula (PT) alcançou 50,2% de aprovação em julho, segundo a nova rodada da pesquisa AtlasIntel, realizada em parceria com a Bloomberg. É a primeira vez em 2025 que a taxa de aprovação supera a desaprovação (49,7%) — uma virada simbólica, que não ocorria desde outubro de 2024.

O avanço de Lula ocorre em um momento de instabilidade no cenário internacional, diante do “tarifaço de Trump” como medida econômica de retaliação ao Brasil diante de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre investigações em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado do presidente norte-americano Donald Trump.

A medida tem gerado apreensão entre economistas e consumidores brasileiros, especialmente por seus possíveis efeitos sobre exportações, inflação e crescimento. Nesta quarta-feira (30), Trump assinou decreto com a cobrança sobre produtos importados do Brasil, apesar de ter deixado cerca de 700 itens fora da lista.

A pesquisa testou o cenário eleitoral. Caso as eleições presidenciais brasileiras ocorressem no próximo domingo com os mesmos candidatos de 2022, Lula lideraria a disputa com 47,8% das intenções de voto, seguido de perto por Jair Bolsonaro, que aparece com 44,2%. Ciro Gomes teria 3,2%, enquanto Simone Tebet registraria apenas 1,4%.

Goiás

Com a pré-candidatura à presidência em 2026 já colocada, Ronaldo Caiado (UB) enfrenta um cenário desafiador na corrida pelo Planalto, segundo a pesquisa. Com 28% de imagem positiva e 46% negativa, o governador de Goiás tem o pior desempenho entre os pré-candidatos que atualmente exercem cargos estaduais.

Tarcísio de Freitas (REP-SP) lidera nesse grupo com 47% de imagem positiva, seguido por Romeu Zema (Novo-MG), com 37%, e Ratinho Jr. (PSD-PR), com 36%. Em comparação com nomes de maior projeção nacional, como Lula (51% positivo) e Jair Bolsonaro (44%), Caiado também aparece em desvantagem.

O desconhecimento de Caiado ainda considerável (26% dizem não conhecê-lo bem o suficiente para opinar) indicam obstáculos para a construção de uma candidatura competitiva em nível nacional.

Avaliação do governo melhora

Além da aprovação pessoal do presidente, os números da avaliação do governo federal também mostram tendência de recuperação. O percentual dos que classificam a gestão Lula como “ótima” ou “boa” subiu de 43,4% para 46,6%, enquanto a avaliação negativa caiu de 49,4% para 48,2%.

O dado mais expressivo é a redução na parcela que considera o governo “regular”, que caiu de 7,2% para 5,1% — sinalizando que parte da população indecisa passou a ter uma opinião mais positiva sobre a administração petista.

Imagem política em ascensão

Lula também melhorou sua imagem pública: 51% dos entrevistados têm uma percepção positiva sobre o presidente, contra 48% que o veem de forma negativa. O saldo é o melhor registrado desde o início do ano.

Em contrapartida, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) viu sua imagem se deteriorar. As avaliações negativas cresceram 2 pontos percentuais, enquanto as positivas recuaram na mesma proporção.

Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), foi destaque entre os líderes com imagem ascendente, ganhando 3 pontos percentuais em aprovação. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manteve sua avaliação estável.

Confiança do consumidor

Apesar dos sinais de recuperação política para Lula, o índice de confiança do consumidor segue instável. A pesquisa detectou uma leve queda nas expectativas de consumo, o que indica cautela da população com o cenário econômico. A principal preocupação recai sobre os efeitos indiretos das promessas de Trump, caso ele vença as eleições americanas.

Economistas apontam que um aumento de tarifas sobre produtos importados pode provocar efeitos em cadeia na economia global — inclusive no Brasil, afetando o agronegócio, a indústria e o câmbio.

A pesquisa AtlasIntel ouviu 7.334 pessoas entre os dias 25 e 28 de julho de 2025, por meio de recrutamento digital aleatório, com tecnologia própria (Atlas RDR). A amostra representa a população adulta brasileira e possui margem de erro de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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