O prefeito Sandro Mabel (UB) reafirmou que a Prefeitura vai abrir uma licitação para entregar a operação do Imas a uma empresa especializada por um período de um ano. Ele declarou que se o modelo não funcionar e não acabar “a confusão” em torno do atendimento, o plano de saúde dos servidores será fechado. A declaração foi feita à TV Serra Dourada nesta quarta-feira (26).
Ao ser questionado por uma telespectadora sobre relatos de que médicos, clínicas e hospitais seguem recusando o convênio, apesar dos descontos continuarem vindo na folha dos servidores, Mabel disse que o problema não é falta de pagamento, mas o descompasso entre o que o servidor contribui e o tamanho da cobertura oferecida.
“Não existe falta de pagamento. Existe uma cota dentro do convênio muito acima até do que se paga. Você consegue pagar 80 reais e ter oito membros da sua família no plano? Pois é, não dá. A Prefeitura, no Imas, tem. Então o plano não subsiste”, respondeu a Maria Luz.
Mabel destacou que o município não tem condições técnicas de operar um plano de saúde. “Unimed e outras operadoras tocam com dificuldade, mesmo sendo profissionais. Nós não somos, e queremos tocar um plano? A conta não fecha.”
O prefeito explicou que a gestão trabalha com duas possibilidades: ou entrega a operação a uma empresa especializada ou extingue o Imas e oferece um auxílio para que cada servidor contrate seu próprio plano.
“É isso que nós iremos fazer: abrir uma licitação para isso e experimentar por mais um ano. Se funcionar bem, se funcionar direito e não tiver o tanto de confusão que tem em cima, nós vamos manter o plano. Se não andar bem, nós vamos fechar esse plano do Imas.”
Reestruturação
A proposta que redesenha o Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia deve ficar pronta até meados de dezembro, segundo a presidente Gardene Moreira.
O texto, que altera a forma de contribuição e busca corrigir distorções históricas do plano, foi compartilhado pelo prefeito Sandro Mabel com o Ministério Público de Goiás, que acompanha o rombo de cerca de R$ 150 milhões do Imas.
A ideia da Prefeitura é encaminhar o projeto à Câmara Municipal no retorno do recesso, no início de 2026. A reestruturação inclui mudanças na cobrança, possivelmente adotando valores por faixa etária com base em cálculo atuarial.
Gardene afirmou ao Jornal Opção que não haverá “mudanças gritantes”, mas admite que o modelo atual não se sustenta: hoje o servidor paga 4% e pode incluir toda a família, o que pressiona o instituto.
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