Em meio a uma crise estrutural e financeira que se arrasta há anos, o prefeito Sandro Mabel (UB) anunciou que o Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores (Imas) será submetido a um novo modelo de gestão. A partir de 2026, a operação do plano de saúde dos servidores deverá ser terceirizada, com contratação via licitação pública.
O anúncio foi feito em entrevista à TV Anhanguera, no momento em que o instituto acumula reclamações de usuários, dívidas superiores a R$ 145 milhões e cobranças do Ministério Público de Goiás (MP-GO) por melhorias concretas.
Antes mesmo da adoção do novo modelo, a atual gestão iniciou mudanças no comando da autarquia. Saiu o ex-vereador Paulo Henrique da Farmácia (SD) e, em seu lugar, voltou à presidência Gardene Moreira, que já havia comandado o órgão na gestão do ex-prefeito Rogério Cruz. Paulo Henrique afirma que seu afastamento ocorreu após discordância em torno da terceirização.
Plano de reestruturação e cobrança do MP
A Prefeitura de Goiânia informou que o Imas passa por um processo de reestruturação. Entre as metas, estão a reorganização financeira, estabilização do quadro de pessoal, melhorias nos contratos e mais diálogo com a rede credenciada. O plano também atende determinações do MP-GO, que em maio se reuniu com Mabel e a nova direção do instituto para cobrar prazos, metas e transparência.
Durante o encontro, discutiu-se inclusive a possibilidade de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Em setembro, o MP deu prazo até 16 de outubro para entrega formal do chamado Plano de Transformação Estrutural.
Segundo promotores, o cenário do Imas é grave e envolve falhas de atendimento, burocracia excessiva, falta de transparência e desconfiança crescente por parte dos usuários.















