A vice-prefeita não justificou a ausência nem fez referência direta ao prefeito Sandro Mabel durante sua fala, limitando-se a cumprimentar vereadores e secretários municipais presentes na sessão.
Segundo informações na Casa, o prefeito está em São Paulo, em agenda não divulgada pelo Paço Municipal. Na agenda oficial, não consta compromissos desta terça-feira (24) e quarta-feira (25). A assessoria de Mabel ainda não respondeu.
A vereadora Aava Santiago (PSB) afirmou que a ausência do Chefe do Executivo demonstra a “importância que o prefeito dá pra Câmara Municipal de Goiânia”. Ela mencionou que ele participou da sessão de retorno da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e que “pela primeira vez na história, desde a redemocratização, um prefeito se retirou por medo das galerias”.
O vereador Tião Peixoto (PSDB) disse que o prefeito perdeu o voo de retorno a Goiânia. “O prefeito jamais vai ser cassado, jamais. Isso é palhaçada de vocês que vieram aqui encher o saco. Tenha juízo e vão pra casa trabalhar”, falou em referência às pessoas que ocupavam as galerias da Tribuna da Casa.
Pedro Azulão Jr. (MDB) disse que Mabel “fez bem em não vir aqui” em um discurso firme de defesa da administração, em que ele mencionou entregas recentes da gestão Mabel e classificou como “jogo rasteiro” as falas da oposição. Segundo ele, “quem quebrou a Comurg e o Imas não foi o atual prefeito” e é preciso reconhecer o esforço da administração.
O parlamentar disse acompanhar de perto o trabalho do Executivo e citou a regularização de um bairro que, segundo ele, “ninguém acreditava” que seria possível resolver.
Ao comentar o pedido de impeachment, Pedro Azulão Jr. afirmou respeitar a iniciativa parlamentar, mas criticou o que considera uso político do instrumento. “Eu respeito a decisão de cada um, mas impeachment não é para jogar para a galera. Eu quero ver qual vereador dá conta”, declarou. Para ele, o debate deve ser conduzido com responsabilidade e foco na cidade: “Goiânia é maior, o povo precisa de uma gestão eficiente”.
Pedido de impeachment
O vereador Igor Franco (MDB) protocolou uma representação por infração político-administrativa contra o prefeito Sandro Mabel (UB), com base no Decreto-Lei nº 201/1967. No próprio documento, o parlamentar reconhece que não apresenta prova definitiva de ilegalidade, sustentando que a abertura do processo pode ocorrer diante de indícios.
A peça, a que Tribuna teve acesso, afirma que “não se exige, para a instauração do procedimento, prova definitiva de ilegalidade, bastando a presença de narrativa fática consistente e vinculada a fatos verificáveis”, defendendo que cabe ao Legislativo apurar possíveis infrações funcionais.
O deputado Clécio Alves (Republicanos), que havia informado ingressar com pedido parecido, esteve na Casa na manhã desta quarta-feira (25).
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