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Mabel toma café na Limpa Gyn com 13 vereadores; um deles assinou a CEI

Grupo de vereadores resiste a investidas do Paço; Prefeito não dá sinais de recuo e aliados já consideram instalação da CEI


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 07/08/2025 - 10:51

Mabel toma café na Limpa Gyn com 13 vereadores; um deles assinou a CEI (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Consórcio apresentou dados da operação ao prefeito e vereadores (Foto: Reprodução)

Um grupo de vereadores acompanhou o prefeito Sandro Mabel (UB) no café da manhã realizado na sede da Limpa Gyn nesta quinta-feira (7), em uma agenda organizada pelo Paço Municipal em meio à pressão pela criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar o contrato de limpeza urbana da capital. Entre os signatários da comissão, apenas Vitor Hugo (PL), considerado isolado politicamente, esteve presente.

Ao todo, 13 parlamentares aderiram à agenda, a maioria da base. Em polos ideológicos distintos, o vereador petista Edward Madureira e o bolsonarista Vitor Hugo dividiram o espaço com Heyler Leão (PP), que têm postura mais independente.

O vice-presidente da Câmara, Anselmo Pereira (MDB), foi um dos primeiros a chegar. Também estiveram aliados como Thialu Guiotti (Avante), Bessa (DC), Ronilson Reis (SD), Rose Cruvinel (UB), Tião Peixoto (PSDB), Henrique Alves (MDB), Dr. Gustavo (Agir),  Sargento Novandir (MDB) e William do Armazém (PRTB).

A ausência dos autores da CEI já era esperada e foi tratada nos bastidores como uma sinalização de que a investigação deve mesmo ser instaurada nos próximos dias.

A administração pretende usar este tipo de agenda, e a ausência de parlamentares, como argumento para afirmar que eles não buscam solução para os problemas da limpeza urbana, mas agem com demanda própria.

Ao mesmo tempo, a concretização da CEI é considerada como provável tanto por parlamentares quanto por interlocutores da Prefeitura. O grupo que assina o requerimento enxerga na comissão um instrumento de pressão com capacidade de travar a pauta do Executivo, se necessário.

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O café da manhã desta quinta-feira (7) foi precedido por um almoço promovido pelo prefeito na última terça-feira (5), na Prefeitura de Goiânia. Parlamentares que assinaram o requerimento relataram que aceitaram o convite apenas após articulação do líder do prefeito na Câmara, Igor Franco (MDB), e sob a condição de que a secretária de Governo, Sabrina Garcez, não participasse. Ela é vista por alguns como pivô da relação conturbada, mas conta com respaldo de Mabel.

Durante o encontro, Mabel teria evitado tratar diretamente do tema. Sugeriu parcerias administrativas com foco em obras e investimentos nas bases eleitorais dos vereadores, e propôs ainda que os parlamentares visitassem a estrutura da empresa e conhecessem seus gestores, sugestão que não foi bem recebida.

“Para conhecer a Limpa Gyn, basta olhar o lixo na cidade”, afirmou um dos vereadores.

Na reunião desta quinta-feira (7), representante do Consórcio Limpa Gyn realizou uma apresentação com dados da produtividade companhia.

Força política da CEI

A CEI conta com apoio de nove integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), incluindo o presidente, Luan Alves (MDB), e o líder do prefeito, Igor Franco (MDB), e o correligionário de Mabel, vereador Lucas Kitão.

 Participam também os presidentes das comissões Mista, de Finanças e de Urbanismo, respectivamente Cabo Senna (PRD), Welton Lemos (SD) e Pedro Azulão Jr. (MDB), além de vice-presidentes e parlamentares de partidos distintos.

“É esse capital político que busca diálogo com o Executivo, só isso”, afirmou um dos signatários.

Reação do Paço

No Paço, a avaliação é de que o prefeito não pretende abrir espaço para negociação por meio de cargos, mas mantém disposição para construir parcerias administrativas.

Sobre a possibilidade de a pauta legislativa ser travada, aliados do prefeito dizem que a gestão seguirá normalmente.

“Se os vereadores decidirem não votar, é prerrogativa de cada um. Mas a administração vai continuar, com licitações e contratações como prevê a lei”, disse um interlocutor do Paço.

A secretária de Governo foi procurada pela reportagem, mas não quis comentar.

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