A maioria dos brasileiros empreendedores que iniciou um negócio em 2025 se declara preta ou parda, segundo dados do relatório “Empreendedorismo no Brasil 2025”, produzido pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM) em parceria com o Sebrae e a Anegepe. O levantamento aponta que 61,8% estão em estágio inicial no país pertencem a esse grupo racial.
O estudo considera como empreendedores iniciais aqueles que estão criando um negócio ou possuem empresas com até três anos e meio de atividade. De acordo com o relatório, o Brasil possui atualmente 26,9 milhões de empreendedores nessa condição. Entre eles, além da predominância de pretos e pardos, a maior parte está concentrada na faixa etária entre 25 e 44 anos e em famílias com renda de um a seis salários mínimos.
Os dados fazem parte do Relatório Executivo do GEM 2025, pesquisa internacional realizada em 53 países e desenvolvida no Brasil há 26 anos. O levantamento analisa tanto o perfil dos empreendedores quanto as características dos negócios e as motivações para empreender.
Outro dado destacado pela pesquisa é o crescimento do interesse dos brasileiros em abrir o próprio negócio. Em 2025, 39,7% da população afirmou ter o sonho de empreender, índice superior ao registrado em 2024, quando o percentual era de 34,3%. O desejo de ter um negócio próprio aparece como o segundo maior sonho dos brasileiros, atrás apenas da compra da casa própria.
O relatório também mostra que o empreendedorismo segue fortemente ligado à busca por melhores oportunidades econômicas. Embora 42% dos empreendedores iniciais ainda afirmem ter começado um negócio por necessidade, o estudo aponta crescimento das motivações ligadas à geração de renda, independência financeira e propósito pessoal.
Na avaliação dos pesquisadores, os números reforçam o papel do empreendedorismo como alternativa de inserção econômica e geração de renda para a população preta e parda no país, especialmente em um cenário marcado por desigualdades históricas no acesso ao mercado formal de trabalho.














