A Maternidade Nascer Cidadão, em Goiânia, comunicou nesta quarta-feira (20) a suspensão de todos os atendimentos médicos. A decisão, assinada pelo diretor técnico Harley Ricardo Rodrigues, determinava o fechamento da unidade às 19h, com base no Código de Ética Médica e no argumento de resguardar a segurança das gestantes.
O anúncio ocorreu após a Coopanest-GO, cooperativa que fornece anestesiologistas, informar que deixaria de atuar a partir das 7h desta quinta-feira (21). O documento foi encaminhado à Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), ao Conselho Regional de Medicina (Cremego), ao Ministério Público, ao Corpo de Bombeiros, ao SAMU e à Polícia Civil.
Apesar do ofício, a Fundahc afirmou que a unidade continua aberta para casos de urgência e emergência. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) também enviou equipe ao local, promovendo uma espécie de intervenção para reorganizar os fluxos de atendimento e evitar paralisação completa.
Crise ampliada
A suspensão na Nascer Cidadão amplia a crise na rede municipal de maternidades. No início de julho, o Hospital Célia Câmara já havia interrompido partos e cesáreas por falta de pagamento a anestesiologistas. Desde então, o funcionamento das unidades geridas pela Fundahc passou a ser limitado.
Em meio ao agravamento, a Prefeitura decidiu encerrar os convênios com a fundação no próximo dia 29 de agosto e repassar a gestão das três maternidades a organizações sociais, contratadas de forma emergencial ao custo de R$ 38 milhões por três meses.















