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Nova reunião da CCJ é cancelada por falta de quórum e mantém cenário de desgaste com Paço

Novo cancelamento da comissão ocorre em meio às cobranças do Paço por maior celeridade na tramitação de projetos considerados prioritários pela gestão Sandro Mabel.


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 06/05/2026 - 11:02

CCJ não abre sessão por falta de quórum
Reunião da CCJ foi encerrada às 8h13 após impasse sobre número mínimo de vereadores presentes e dificuldades de acesso remoto (Foto: Reprodução / TV Câmara)

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Câmara Municipal de Goiânia voltou a ter reunião cancelada por falta de quórum nesta quarta-feira (6), mantendo o cenário de desgaste entre o Paço Municipal e o colegiado em torno da tramitação de projetos do Executivo.

A sessão foi conduzida pelo vice-presidente da comissão, Willian Veloso (PL), em substituição ao presidente Luan Alves (MDB), que está em viagem internacional representando a Câmara. Às 8h13, Veloso declarou encerrada a reunião ao afirmar que não havia número mínimo de vereadores para abertura dos trabalhos.

A decisão provocou reação imediata de parlamentares da base governista, que contestaram a contagem de presentes e relataram dificuldades de acesso remoto à sessão. O líder do governo na Câmara, Wellington Bessa (Mobiliza), questionou o encerramento, enquanto Daniela da Gilka (PRTB) e Rose Cruvinel (UB) pediram registro em ata sobre supostos problemas no acesso por videoconferência.

A CCJ possui 12 integrantes e exige a presença mínima de oito vereadores para iniciar as deliberações. Ao todo, sete parlamentares estavam presentes entre participação presencial e tentativas de acesso remoto.

Contexto

O novo episódio ocorre após semanas de tensão envolvendo o ritmo de tramitação de propostas da Prefeitura na comissão. O prefeito Sandro Mabel já criticou publicamente a demora na análise de matérias do Executivo, enquanto o presidente da CCJ, Luan Alves, sustenta que os projetos seguem os prazos regimentais e nega motivações políticas.

Entre os projetos considerados prioritários pelo Paço estão o programa Morar no Centro, o Meu Uniforme, a regulamentação de benefícios eventuais da assistência social e o Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus), aprovado na semana passada após inclusão e inversão de pauta durante ausência do presidente da comissão.

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