A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Câmara Municipal de Goiânia voltou a ter reunião cancelada por falta de quórum nesta quarta-feira (6), mantendo o cenário de desgaste entre o Paço Municipal e o colegiado em torno da tramitação de projetos do Executivo.
A sessão foi conduzida pelo vice-presidente da comissão, Willian Veloso (PL), em substituição ao presidente Luan Alves (MDB), que está em viagem internacional representando a Câmara. Às 8h13, Veloso declarou encerrada a reunião ao afirmar que não havia número mínimo de vereadores para abertura dos trabalhos.
A decisão provocou reação imediata de parlamentares da base governista, que contestaram a contagem de presentes e relataram dificuldades de acesso remoto à sessão. O líder do governo na Câmara, Wellington Bessa (Mobiliza), questionou o encerramento, enquanto Daniela da Gilka (PRTB) e Rose Cruvinel (UB) pediram registro em ata sobre supostos problemas no acesso por videoconferência.
A CCJ possui 12 integrantes e exige a presença mínima de oito vereadores para iniciar as deliberações. Ao todo, sete parlamentares estavam presentes entre participação presencial e tentativas de acesso remoto.
Contexto
O novo episódio ocorre após semanas de tensão envolvendo o ritmo de tramitação de propostas da Prefeitura na comissão. O prefeito Sandro Mabel já criticou publicamente a demora na análise de matérias do Executivo, enquanto o presidente da CCJ, Luan Alves, sustenta que os projetos seguem os prazos regimentais e nega motivações políticas.
Entre os projetos considerados prioritários pelo Paço estão o programa Morar no Centro, o Meu Uniforme, a regulamentação de benefícios eventuais da assistência social e o Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus), aprovado na semana passada após inclusão e inversão de pauta durante ausência do presidente da comissão.
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