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Operação em Goiás mira esquema de adulteração de drogas e integra ofensiva nacional contra facções criminosas

Ação da FICCO cumpre sete mandados de busca em Goiás, Mato Grosso e São Paulo para desarticular rede de fornecimento de insumos químicos usados no tráfico de drogas


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 08/07/2026 - 09:51

Polícia Civil drogas. Operação em Goiás FICCO

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás (FICCO/GO) participa, nesta quarta-feira (8), da Operação Força Integrada III, uma ofensiva nacional coordenada que mobiliza forças de segurança em 16 estados brasileiros para combater organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro e outros crimes.

Em Goiás, a ação recebeu o nome de Operação Blend e tem como foco uma investigação sobre o fornecimento e a distribuição de insumos químicos utilizados na adulteração de entorpecentes. Ao todo, estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos estados de Goiás, Mato Grosso e São Paulo.

Segundo a investigação, o grupo criminoso é suspeito de abastecer traficantes com substâncias químicas empregadas na mistura de drogas ilícitas. A prática permite aumentar o volume dos entorpecentes comercializados, ampliando os lucros das organizações criminosas.

A Operação Blend faz parte da Operação Força Integrada III, que reúne 19 Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) em uma atuação simultânea em diversas regiões do país.

No total, a operação nacional cumpre 181 mandados de busca e apreensão, 93 mandados de prisão e outras medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário.

As ações ocorrem de forma simultânea em estados como Goiás, Amapá, Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, São Paulo e outras unidades da Federação.

Além do combate ao tráfico de drogas, as investigações envolvem crimes como lavagem de dinheiro, tráfico de armas, roubos, receptação, homicídios e atuação de facções criminosas. Em algumas frentes de investigação, a Justiça também autorizou o bloqueio de bens, o sequestro de patrimônio e outras medidas para enfraquecer financeiramente as organizações.

As FICCOs são coordenadas pela Polícia Federal e reúnem representantes das polícias Civil, Militar, Penal e Rodoviária Federal, além de secretarias estaduais de Segurança Pública, Guardas Municipais e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). O objetivo é integrar informações, fortalecer as investigações e ampliar a capacidade de enfrentamento ao crime organizado em todo o país.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações continuam para identificar outros integrantes das organizações criminosas e aprofundar a apuração sobre a atuação dos grupos investigados.

Redação Tribuna do Planalto

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