A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Polícia de Rialma (10ª DRP), deflagrou na última sexta-feira (3) a Operação Enigma, em cooperação com a Polícia Civil do Ceará, para cumprir 16 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão preventiva nas cidades de Fortaleza, Pacatuba e Maracanaú, contra integrantes de uma associação criminosa voltada ao estelionato eletrônico e à lavagem de dinheiro.
Esquema fraudulento
As investigações revelaram uma associação criminosa estruturada, responsável por aplicar estelionatos qualificados por fraude eletrônica. As vítimas, que possuíam processos judiciais em andamento, eram induzidas a acreditar que haviam obtido êxito na ação. Os investigados se passavam por advogados e solicitavam depósitos via PIX sob a justificativa de liberar valores. Após o pagamento, as vítimas descobriam a fraude ao contatar seus verdadeiros patronos.
Atuação interestadual
Além de uma vítima em Rialma (GO), foram identificadas vítimas nos estados de Sergipe e Rio de Janeiro, o que demonstra a atuação interestadual do grupo criminoso. Os investigadores identificaram integrantes responsáveis pela logística, que obtinham equipamentos eletrônicos e informações para as fraudes, e o núcleo financeiro, que movimentava valores em contas de terceiros. Alguns suspeitos possuíam até 14 contas bancárias e movimentavam cerca de R$ 20 mil por dia usando a técnica de “smurfing”, pulverizando os valores em contas de “laranjas” até o saque e repasse em espécie aos líderes.
A operação contou com cerca de 70 agentes de segurança pública dos dois estados e resultou na prisão de oito pessoas, além da apreensão de 52 cartões bancários, 26 munições de calibre restrito, expressiva quantia em dinheiro e uma motocicleta.
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