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Pesquisa revela que menos de 10% das empresas familiares chegam à terceira geração

Planejamento sucessório surge como a principal ferramenta para garantir continuidade e estabilidade, explica especialista em Direito Empresarial


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 15/11/2025 - 10:20

Menos de 10% das empresas familiares no Brasil chegam à terceira geração, e apenas 30% conseguem ultrapassar a primeira transição, conforme dados do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). A principal causa desse problema é a falta de planejamento sucessório. Quando o fundador ou um dos sócios morre sem regras claras de sucessão, a empresa pode enfrentar disputas entre herdeiros, atrasos em decisões estratégicas e até paralisações administrativas, comprometendo contratos, fornecedores e o funcionamento diário do negócio.

Esses números reforçam a urgência de tratar a sucessão familiar de forma estratégica e bem planejada. A ausência de um plano estruturado pode gerar incertezas, disputas internas e, em casos extremos, levar à descontinuidade da empresa.

O advogado Thércio Cavalcante, especialista em Direito Empresarial, explica que a previsão de sucessão deve estar formalizada em um acordo de sócios ou planejamento societário específico. “Sem isso, os herdeiros podem ter direito às cotas, mas não necessariamente à gestão da empresa. É fundamental definir critérios claros de apuração de haveres, regras para entrada de herdeiros e mecanismos de substituição dos sócios”, afirma.

Segundo levantamento da KPMG, 47% das empresas familiares brasileiras já possuem algum plano de sucessão formalizado, número que vem crescendo à medida que empresários percebem a necessidade de proteger o patrimônio e garantir a continuidade do negócio.

Para o especialista, o planejamento sucessório não é apenas uma questão jurídica, mas também estratégica. “Mais do que evitar conflitos, o objetivo é assegurar que a empresa continue operando e crescendo, mesmo diante da perda de um sócio. Um bom planejamento transforma um momento delicado em oportunidade de organização e segurança”, explica.

Além disso, a sucessão empresarial pode ser combinada a seguros de vida corporativos, cláusulas de compra de cotas e governança familiar, criando uma estrutura sólida que protege tanto os sócios remanescentes quanto os herdeiros. Um planejamento adequado é uma ferramenta indispensável para qualquer empresa que queira garantir continuidade, estabilidade e segurança patrimonial, mesmo diante de imprevistos.

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