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Pix por aproximação muda nesta quinta e aceita valores acima de R$ 500

Teto específico da modalidade deixa de existir, mas pagamentos continuam sujeitos aos limites de segurança definidos para cada conta


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 01/10/2026 - 09:30

Pix por aproximação muda nesta quinta e aceita valores acima de R$ 500

O Pix por aproximação passa a funcionar com novas regras a partir desta quinta-feira (1º). O Banco Central retirou o teto específico de R$ 500 por transação, permitindo que pagamentos acima desse valor sejam realizados pela modalidade.

A mudança, no entanto, não significa que os usuários poderão fazer transferências de qualquer valor automaticamente. Cada operação continuará sujeita aos limites de segurança estabelecidos para a conta e às configurações definidas pelo próprio cliente.

Na prática, será possível pagar R$ 600, R$ 1 mil ou outro valor por aproximação, desde que a quantia esteja dentro do limite autorizado pelo banco.

A alteração foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada em junho. Segundo o Banco Central, a nova regra equipara o Pix por aproximação às demais formas de uso do sistema de pagamentos instantâneos.

Cliente poderá escolher o limite

Até esta quarta-feira (30), cada transação realizada por aproximação não poderia ultrapassar R$ 500. Mesmo que o usuário tivesse um limite maior para as demais operações via Pix, a modalidade mantinha essa restrição específica.

Com a mudança, deixa de existir um teto único determinado pelo Banco Central. O cliente poderá solicitar ao banco o aumento ou a redução do valor autorizado para pagamentos por aproximação.

As instituições financeiras deverão disponibilizar, em seus aplicativos, uma ferramenta para o gerenciamento desses limites.

O procedimento poderá variar conforme o banco, mas o usuário deverá procurar a área de configurações do Pix, acessar a opção relacionada aos limites e indicar o valor desejado. A instituição poderá exigir etapas adicionais de autenticação e análise de segurança.

Pedidos para reduzir o limite costumam ser efetivados imediatamente. Já as solicitações de aumento poderão passar por avaliação antes de serem liberadas.

Pix continua com regras de segurança

O fim do teto de R$ 500 não elimina os mecanismos de proteção contra fraudes ou movimentações consideradas suspeitas. As instituições continuarão responsáveis por analisar as transações e aplicar os limites gerais estabelecidos para cada conta, incluindo as diferenças entre operações feitas durante o dia e no período noturno.

Caso o cliente tenha um limite de R$ 500 configurado para o Pix por aproximação, por exemplo, esse valor continuará valendo até que uma alteração seja solicitada e autorizada.

A recomendação é que cada usuário escolha um limite compatível com sua rotina. Quem utiliza a modalidade apenas para pequenas compras poderá manter um valor reduzido como medida adicional de segurança.

A nova regra também alcança transações iniciadas por Código QR, chaves Pix e pela chamada jornada sem redirecionamento do Open Finance.

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Redação Tribuna do Planalto

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