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Polícia Militar encerra festa clandestina com cerca de 3 mil pessoas em Aruanã

Evento particular foi fechado após denúncias de perturbação do sossego; veículo com som automotivo foi apreendido


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 17/07/2026 - 13:54

Festa Aruanã

Uma festa clandestina realizada na noite desta quinta-feira (16), em Aruanã, foi encerrada pela Polícia Militar após uma série de irregularidades constatadas no local. Segundo a corporação, o evento reuniu entre duas e três mil pessoas e funcionava sem qualquer autorização dos órgãos competentes. De acordo com o comandante da operação, major Paiva, a festa era um evento particular e não possuía alvará de funcionamento nem atendia às exigências mínimas de segurança previstas para esse tipo de atividade.

“Era um ambiente completamente clandestino, sem qualquer participação dos órgãos fiscalizadores. Não havia vistoria do Corpo de Bombeiros, não existiam extintores de incêndio, brigadistas, iluminação adequada ou qualquer estrutura de segurança para receber um público dessa dimensão”, afirmou o oficial.

Ainda segundo a Polícia Militar, também não havia controle da faixa etária dos participantes nem fiscalização sobre o consumo de bebidas alcoólicas por menores de idade.

Além das irregularidades relacionadas ao funcionamento, a corporação informou que o evento provocou transtornos à população. Conforme a PM, participantes depredaram parte do patrimônio público localizado em frente ao local da festa, danificando calçadas, estacionando veículos de forma irregular nas vias públicas e causando perturbação do sossego.

“O volume do som era tão alto que moradores de um condomínio residencial vizinho relataram não conseguir sequer conversar dentro de casa”, destacou o major Paiva.

Diante da situação, a Polícia Militar determinou o encerramento da festa e apreendeu o veículo utilizado para o som automotivo. A ocorrência foi registrada e as medidas administrativas e legais cabíveis serão adotadas.

Segundo a corporação, a intervenção teve como principal objetivo evitar riscos à segurança dos participantes.

“Nossa atuação foi para impedir que uma tragédia pudesse acontecer em um evento que não tinha nenhuma condição de funcionamento”, ressaltou o comandante.

Deboxe não organizou o evento

Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Aruanã esclareceu que o evento clandestino não foi organizado pela equipe Deboxe. A empresa possui contrato com a Prefeitura apenas para apresentações musicais na programação oficial do município. Logo, o evento encerrado pela PM foi promovido por particulares, sem autorização do poder público e em desacordo com as normas municipais de funcionamento e segurança.

Confira o vídeo:

Redação Tribuna do Planalto

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