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Preço da carne continua caindo e acumula -6,48% em um ano

Com a diminuição constante dos preços, a promessa de campanha do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva está sendo cumprida. Carne industrializada também está com preços em queda


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 13/07/2024 - 18:58

Picanha, uma das estrelas do churrasco. Foto: Agência Brasil/Arquivo

O preço das carnes está em queda. No acumulado dos últimos seis meses, a inflação das carnes frescas é negativa em 2,89%. Ou seja, a carne está 2,89% mais barata na comparação com o final de 2023. Se comparada a maio de 2023, a redução de preço acumulada em 12 meses é ainda maior: -6,48%. No mês de junho deste ano, a queda foi de 0,47% em relação a maio.

Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (INPC-A), pesquisa que cobre as áreas urbanas do país e mede os reflexos da inflação para o orçamento de famílias que têm renda de um a 40 salários mínimos. Os resultados foram divulgados na última quarta-feira (10) pelo IBGE.

Com a diminuição constante dos preços, a promessa de campanha do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva está sendo cumprida. A picanha do Lula, ou o churrasco do Lula – expressões que se tornaram populares entre o segundo semestre de 2022 e o início de 2023 – estão mais baratos, mesmo.

Se a pessoa que estiver encarregada da grelha optar por incluir pescados no churrasco, a inflação ainda assim não estragaria a festa. Em junho, o preço dos pescados caiu 0,80% no Brasil. Se não for afeito a planejamento, ainda assim o churrasqueiro não vai pagar muito mais caro: o preço da carne industrializada, aquela comprada no supermercado de última hora, acumula queda de 2,84% nos últimos 12 meses.

No item bebidas, os preços não estão negativos, mas, em junho, a inflação ficou sob controle. No grupo “bebidas e infusões” – designação usada pelo IBGE – o índice em junho foi de 0,67%. No acumulado dos seis meses, o índice é de 6,09% e, de junho de 2023 até junho deste ano, um pouco menor, 5,74%. Neste caso vale, por mais de um motivo, beber com moderação.

Entre as cidades que registraram queda na inflação das carnes frescas em junho deste ano, o melhor resultado foi o de Belém, com (-)2,69%. Nos seis meses deste ano, a campeã foi Rio de Janeiro, com (-)5,11. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a maior queda se deu em Salvador, com (-)10,83%.

Uma das razões para a queda nos preços das carnes é a oferta. Segundo dados do IBGE, foram produzidas 8,91 milhões de toneladas de carne bovina em 2023, 11,2% a mais que em 2022, e 8,6% acima do recorde anterior, obtido em 2019. Mas não só. O excedente foi direcionado para consumo interno, e não para exportação.

Pesquisa da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da Universidade de São Paulo, destaca que, em termos absolutos, em 2023, o volume de carne aumentou em 900 mil toneladas frente a 2022, ao passo que a exportação foi ampliada em apenas 22,8 mil toneladas, para 2,29 milhões de toneladas. O aumento da capacidade de consumo interno, com o impulso da geração de empregos e melhoria de renda, pesou no processo de controle de preços.

Com a inclusão das carnes nos itens da cesta básica que ficarão isentos de impostos, como decidiu a Câmara dos Deputados ao regulamentar a Reforma Tributária, no longo prazo a pressão sobre os preços via tributos deve diminuir. A ideia, por sinal, foi defendida por Lula em entrevistas que antecederam a votação na Câmara.

Redação Tribuna do Planalto

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