Depois da denúncia dos moradores da ocupação Estrela Dalva de que foram surpreendidos por uma operação de despejo determinada pela Prefeitura de Goiânia, no início do mês, que teria removido cerca de 300 famílias da área sem notificação prévia, a prefeitura de Goiânia, realizou nesta segunda-feira (14) uma audiência pública com mais de 80 moradores da ocupação Estrela Dalva, na Região Noroeste da capital. O encontro teve como objetivo ouvir as demandas da comunidade e buscar soluções viáveis e legais para o ordenamento urbano da cidade.
Durante a reunião, o prefeito Sandro Mabel explicou que, por se tratar de uma ocupação iniciada após 2017, os moradores não se enquadram nos critérios do Programa de Regularização Fundiária Urbana (REURB). Diante desse cenário, o prefeito propôs uma análise individual de cada caso, com apoio de várias secretarias, para garantir alternativas de atendimento às famílias afetadas.
“Nosso papel é ouvir, dialogar e agir com responsabilidade. Estamos tratando de um tema delicado, que exige sensibilidade social, mas também firmeza no cumprimento das leis. Goiânia precisa de organização e respeito à legislação, e é isso que estamos fazendo”, afirmou Mabel, que esteve acompanhado do secretário municipal de Eficiência, Fernando Peternella.
Durante a audiência, ficou decidido que a área de preservação ambiental que integra parte da ocupação será desocupada. A Prefeitura de Goiânia também anunciou medidas para impedir novas construções irregulares na região. Segundo o prefeito, as ações integram uma política mais ampla de reestruturação urbana e proteção ao meio ambiente.
A operação de retirada de cercas e construções não habitadas começou no dia 2 de julho, cumprindo decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). A ação visa conter o avanço da ocupação e coibir a atuação de grileiros e especuladores imobiliários.
Mabel também orientou as famílias a atualizarem seus dados junto ao cadastro habitacional da Prefeitura de Goiânia. A medida é essencial para a inclusão das famílias em futuros programas de habitação popular. “Estamos trabalhando para entregar 15 mil novas moradias em Goiânia. Para garantir que quem realmente precisa tenha acesso, é fundamental que as famílias estejam cadastradas e com os dados atualizados”, destacou.
A audiência contou com a presença de representantes do poder público municipal, incluindo a secretária de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), Erizânia Freitas; o secretário de Assuntos Comunitários, Paulo Magalhães; e o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Habitação, Carlin Júnior.













