A Prefeitura de Goiânia registrou superávit primário de R$ 692,7 milhões no terceiro bimestre de 2025, segundo o Relatório Resumido da Execução Orçamentária divulgado nesta quarta-feira (30). O resultado mantém a estabilidade fiscal da administração e é semelhante ao do bimestre anterior, que teve saldo positivo de R$ 705,5 milhões, tratado pelo prefeito Sandro Mabel (UB) como o maior da história da capital.
De acordo com o documento desta quarta, a receita total realizada pela administração municipal no período foi de R$ 4.997.264.888,18, enquanto as despesas liquidadas somaram R$ 4.339.082.864,94. Os saldos financeiros da gestão de Rogério Cruz (SD) contribuíram com mais R$ 406,7 milhões para o caixa do município.
As despesas empenhadas até o bimestre superaram a R$ 5,8 bilhões, valor superior ao efetivamente liquidado, como é comum ao longo da execução orçamentária. O valor liquidado foi de pouco mais de R$ 4,3 bilhões.
Entre os tributos que mais contribuíram para a arrecadação municipal até o bimestre estão o IPTU (R$ 792,7 milhões), o ISS (R$ 721,1 milhões), o ITBI (R$ 178 milhões) e o IRRF (R$ 338,2 milhões). As transferências correntes somaram R$ 1,87 bilhão no período.
Com uma previsão orçamentária anual de R$ 10,6 bilhões, o município já arrecadou praticamente metade do total estimado para 2025.
Investimentos
O relatório também aponta que a administração pagou R$ 153,8 milhões em despesas de capital, que englobam investimentos, obras públicas, aquisição de equipamentos e outras ações estruturantes.
Gastos com pessoal
A despesa com pessoal foi de R$ 2,11 bilhões, o que corresponde a 48,71% da Receita Corrente Líquida (RCL), índice abaixo do limite prudencial de 51,3% e do teto legal de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Educação e saúde
Na educação, o relatório demonstra que a gestão aplicou apenas 18,13% em educação até o bimestre, abaixo do mínimo constitucional de 25%, enquanto supera exigência do Fundeb com 85,6% destinados à remuneração de profissionais da educação básica.
Já na área da saúde, o percentual aplicado foi de 20,37%, acima do mínimo legal exigido de 15%.
Dívida
A dívida consolidada líquida representa 27,34% da Receita Corrente Líquida, bem abaixo do limite de 120% definido pelo Senado Federal. A boa relação entre endividamento e receita indica solidez fiscal e possibilidade de ampliação dos investimentos com segurança jurídica.
O volume de restos a pagar também foi detalhado no relatório: R$ 178,2 milhões em despesas processadas (já reconhecidas) e R$ 74,1 milhões em despesas ainda em execução.















