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Prefeitura de Goiânia registra superávit primário de R$ 692,7 milhões no 3º bimestre

Administração já arrecadou quase metade do orçamento previsto para 2025 até o terceiro bimestre


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 30/07/2025 - 22:33

Gestão Mabel aplica R$ 153,8 milhões em investimentos e mantém gasto com pessoal abaixo do limite legal (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Goiânia registrou superávit primário de R$ 692,7 milhões no terceiro bimestre de 2025, segundo o Relatório Resumido da Execução Orçamentária divulgado nesta quarta-feira (30). O resultado mantém a estabilidade fiscal da administração e é semelhante ao do bimestre anterior, que teve saldo positivo de R$ 705,5 milhões, tratado pelo prefeito Sandro Mabel (UB) como o maior da história da capital.

De acordo com o documento desta quarta, a receita total realizada pela administração municipal no período foi de R$ 4.997.264.888,18, enquanto as despesas liquidadas somaram R$ 4.339.082.864,94. Os saldos financeiros da gestão de Rogério Cruz (SD) contribuíram com mais R$ 406,7 milhões para o caixa do município.

O relatório da Prefeitura de Goiânia também aponta superávit orçamentário de R$ 658 milhões, isto é, quando a arrecadação do município supera os gastos efetivamente realizados e reconhecidos como dívida no período, no caso, de janeiro a junho deste ano.

As despesas empenhadas até o bimestre superaram a R$ 5,8 bilhões, valor superior ao efetivamente liquidado, como é comum ao longo da execução orçamentária. O valor liquidado foi de pouco mais de R$ 4,3 bilhões.

Entre os tributos que mais contribuíram para a arrecadação municipal até o bimestre estão o IPTU (R$ 792,7 milhões), o ISS (R$ 721,1 milhões), o ITBI (R$ 178 milhões) e o IRRF (R$ 338,2 milhões). As transferências correntes somaram R$ 1,87 bilhão no período.

Com uma previsão orçamentária anual de R$ 10,6 bilhões, o município já arrecadou praticamente metade do total estimado para 2025.

Investimentos

O relatório também aponta que a administração pagou R$ 153,8 milhões em despesas de capital, que englobam investimentos, obras públicas, aquisição de equipamentos e outras ações estruturantes.

Gastos com pessoal

A despesa com pessoal foi de R$ 2,11 bilhões, o que corresponde a 48,71% da Receita Corrente Líquida (RCL), índice abaixo do limite prudencial de 51,3% e do teto legal de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Educação e saúde

Na educação, o relatório demonstra que a gestão aplicou apenas 18,13% em educação até o bimestre, abaixo do mínimo constitucional de 25%, enquanto supera exigência do Fundeb com 85,6% destinados à remuneração de profissionais da educação básica.

Já na área da saúde, o percentual aplicado foi de 20,37%, acima do mínimo legal exigido de 15%.

Dívida

A dívida consolidada líquida representa 27,34% da Receita Corrente Líquida, bem abaixo do limite de 120% definido pelo Senado Federal. A boa relação entre endividamento e receita indica solidez fiscal e possibilidade de ampliação dos investimentos com segurança jurídica.

O volume de restos a pagar também foi detalhado no relatório: R$ 178,2 milhões em despesas processadas (já reconhecidas) e R$ 74,1 milhões em despesas ainda em execução.

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