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Prefeitura habilita novas OS e avança na ampliação da gestão na saúde de Goiânia

Ampliação de entidades aptas antecede novos contratos e possível expansão da gestão por OS na rede municipal de saúde


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 09/04/2026 - 07:30

UPA do Jardim Guanabara deve ser aberta com gestão por Organização Social após anos de obra e sucessivos atrasos na execução (Foto: Reprodução)

A Prefeitura de Goiânia habilitou novas entidades para atuação na gestão de unidades públicas de saúde, ampliando o conjunto de organizações aptas a participar de futuros contratos de gestão na rede municipal. Os decretos publicados pelo prefeito Sandro Mabel (UB) nesta quinta-feira (9) qualificam o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), de Minas Gerais, e o Instituto de Planejamento e Gestão de Serviços Especializados (IPGSE), de Goiás, como Organizações Sociais no âmbito do município.

Anteriormente, outras nove instituições já haviam sido cadastradas como OSs na atual gestão. Agora, o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ) é ligado a uma fundação de ensino de Juiz de Fora (MG), mas ganhou projeção em Goiás com apoio político atribuído ao ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, apontado como articulador da chegada da organização ao estado.

As unidades geridas pelo HMTJ em Goiás incluem o Hospital Estadual da Mulher (HEMU), além de hospitais regionais em Aparecida de Goiânia, Trindade, Formosa e São Luís de Montes Belos, concentrando um dos maiores volumes de recursos e atendimentos do SUS no estado.

De acordo com a justificativa constante nos atos, a qualificação tem como finalidade “ampliar o rol de entidades aptas a firmar parcerias com o poder público municipal” e está inserida em um modelo que prevê “a ampliação da eficiência, da celeridade administrativa e da qualidade dos serviços de saúde prestados à população”.

Ampliação do modelo

A iniciativa ocorre em continuidade a um processo iniciado em 2025, quando a Prefeitura lançou editais de chamamento para qualificação de organizações interessadas em atuar na rede municipal, em meio a dificuldades na gestão das maternidades então administradas pela Fundahc. Naquele contexto, paralisações de serviços e impasses contratuais motivaram a busca por novas entidades aptas a assumir unidades estratégicas.

No início de 2026, o município avançou na substituição de organizações responsáveis pelas maternidades, incluindo a mudança na gestão da Maternidade Célia Câmara, após afastamento da Sociedade Beneficente São José por falhas na execução do serviço, com a entrada do Instituto Patris em caráter provisório para garantir a continuidade do atendimento.

Atualmente, o modelo de gestão por Organizações Sociais está presente nas maternidades Célia Câmara, Dona Íris e Nascer Cidadão, enquanto as demais unidades da rede municipal permanecem sob administração direta do poder público.

A possibilidade de expansão desse modelo foi indicada pelo próprio prefeito em janeiro deste ano, ao tratar da conclusão da UPA do Jardim Guanabara, ao afirmar que a unidade deverá operar com gestão terceirizada. “Estamos fazendo um acordo com uma organização social para acabar o que falta e abrir a UPA”, disse em entrevista à PUC TV.

A habilitação das novas entidades não implica transferência imediata de unidades, mas amplia o conjunto de organizações aptas a participar de processos seletivos, cuja realização dependerá da publicação de editais específicos e da formalização de contratos de gestão, submetidos à fiscalização dos órgãos de controle.

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