A presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) e vice-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), juíza Patrícia Carrijo, foi a mediadora do painel “A reforma do Código Civil no Brasil”, no Fórum Jurídico de Lisboa, em Portugal, que teve como palestrantes o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e corregedor nacional do Conselho Nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão; o professor Nelson Rosenvald, do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa; o advogado Flávio Galdino; o professor Heitor Sica, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP); e o presidente da OAB Celso Barros, da Seccional Piauí.
“Aqui estamos nós, uma sociedade que se transformou em âmbitos que talvez sequer imaginávamos. Que evoluiu tecnologicamente, que passou a olhar com mais respeito e compreensão para o próximo, e a buscar mais igualdade e justiça”, disse a juíza Patrícia Carrijo, ao ressaltar a importância e abrangência do tema deste do fórum deste ano, que é: “Avanços e recuos da globalização e as novas fronteiras: transformações jurídicas, políticas, econômicas, socioambientais e digitais.”
Em sua 12ª edição, o fórum é organizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), pelo Lisbon Public Law Research Centre (LPL) da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e pelo Centro de Inovação, Administração e Pesquisa do Judiciário – FGV Justiça (FGV), e ocorre nos dias 26, 27 e 28 de junho. De Goiás, participam também nomes como o governador Ronaldo Caiado, a primeira-dama Gracinha Caiado e o presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, desembargador Carlos Alberto França, dentre outros.
Patrícia Carrijo trabalhou, desde o ano passado, na formulação do anteprojeto do novo Código Civil, como integrante da comissão nomeada pelo Senado Federal. “Tive a honra de compor a comissão de juristas responsável pela atualização da norma. Uma comissão presidida pelo nosso corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão. Fizemos longos debates, audiências públicas e diálogos com variados setores da sociedade brasileira e, no mês de abril, apresentamos ao Congresso Nacional o anteprojeto”, explicou a juíza em Lisboa.
Segundo ela, coube à comissão de juristas ter o cuidado e o comprometimento de compreender as transformações pelas quais passou e ainda passa a sociedade brasileira. “Buscamos estruturar a chamada responsabilidade civil, de modo equilibrado, para que não deixássemos de fora mudanças consolidadas e nem falhássemos quanto às mudanças que ocorreram nos últimos 50 anos”, disse Patrícia Carrijo.