Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, era engenheiro ambiental e mestrando em Ecologia Marinha na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele foi encontrado desacordado na madrugada de sábado (24), em Santos, no litoral paulista, depois de se afastar de um evento de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Neste domingo, a família confirmou o diagnóstico de morte encefálica.
Marcelo participava de uma apresentação do grupo de samba Esquerdantina, realizada na região da sede do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), na Avenida Conselheiro Nébias. Por volta das 3h, ele teria se afastado para ir ao banheiro. Como demorou a voltar, amigos começaram a procurá-lo e o encontraram inconsciente na esquina da avenida com a Rua Henrique Ablas.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) socorreu o engenheiro e o levou à Santa Casa de Santos. A Unifesp, onde ele fazia mestrado, manifestou preocupação com o estado de saúde dele e repudiou a agressão.
Ainda não há confirmação sobre quem o agrediu nem sobre a motivação do ataque. O grupo Esquerdantina afirmou que publicações apontavam possível motivação homofóbica e manifestou solidariedade a Marcelo e à família. Essa hipótese, assim como a possibilidade de intimidação política, não havia sido confirmada pelas autoridades nas informações divulgadas até a publicação desta notícia.
Outro frequentador do evento, o publicitário Rodrigo Pompeu, relatou ter sido espancado e roubado na mesma região. Em publicação nas redes sociais, disse ter ouvido insultos contra petistas durante a agressão. O relato se refere a um episódio separado; não havia confirmação de que os dois casos tivessem ligação. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo não havia respondido aos questionamentos da imprensa sobre a investigação.












