A reunião que pode encaminhar a formação da chapa majoritária encabeçada pelo PT em Goiás foi remarcada para quarta-feira (17), às 9h30, na sede do Diretório Estadual do partido. O encontro reunirá representantes da Frente Democrática e deve tratar da composição em torno da pré-candidatura do ex-deputado estadual Luis César Bueno ao Governo de Goiás.
A reunião havia sido agendada para esta segunda-feira (15), mas foi adiada por motivos pessoais, de acordo com comunicado enviado em nome da presidente estadual do PT, deputada federal Adriana Accorsi aos dirigentes da base aliada. A nova rodada será decisiva para acomodar os partidos que orbitam o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Estado.
Além do PT, integram as conversas partidos como PCdoB, PV, PSOL, Rede, PSB e PDT. A definição de Luís César resolveu a disputa interna pela cabeça de chapa, mas abriu uma nova etapa de negociação: quem ocupará a vice, quem disputará o Senado e como serão distribuídas as suplências.
Em entrevista à Tribuna do Planalto, Adriana afirmou que os partidos da frente já apresentaram nomes para a chapa e que a decisão será tomada em conjunto. “Agora nós temos que, reunidos, decidir quem vai ser senador, quem vai ser suplente, quem vai ser vice”, disse.
A presidente do PT também afirmou que pretende conduzir o processo sem imposição da direção petista. “O PT, a direção do PT, não vai impor nenhuma colocação. A gente quer discutir de forma muito democrática”, declarou.
Um dos pontos defendidos por Adriana é que a chapa majoritária tenha ao menos duas mulheres. Na entrevista, ela citou a ex-deputada estadual Isaura Lemos e a presidente do PSOL em Goiás, Cíntia Dias, como nomes com capacidade para ocupar espaço na composição.
“O que eu gostaria e que eu vou tentar é que nessa chapa majoritária tenha pelo menos duas mulheres. Os partidos já apresentaram os nomes, que é Isaura Lemos e Cíntia Dias, que eu considero nomes excelentes na política goiana, experientes e qualificados”, afirmou.
Adriana, no entanto, não especificou qual cargo Cíntia ou Isaura poderiam ocupar. Segundo ela, os nomes apresentados têm condições de disputar tanto a vice quanto o Senado. “As duas têm total capacidade de ocupar tanto o cargo de vice como de Senado. Então a gente vai conversar, ver a preferência dos partidos”, completou.
A reunião também ocorre sob pressão dos aliados. A presidente do PSOL, Cíntia Dias, disse à coluna Giro, de O Popular, que recebeu pela imprensa a notícia da escolha de Luís César e que defenderá uma candidatura do partido ao Senado. Ela afirmou que a unidade do campo progressista é importante, mas “não a qualquer preço”.
No PDT, o presidente estadual Kowalsky Ribeiro também já deixou claro que não há alinhamento automático ao PT. O dirigente lançou seu nome ao Senado e mantém conversas com Luís César, Daniel Vilela e Marconi Perillo. A resistência mais clara do pedetista é ao bolsonarismo de Wilder Morais.














