A executiva estadual do PT-GO decidiu nesta segunda-feira (8) que ex-deputado Luis Cesar Bueno será o pré-candidato a governador pelo partido, no pleito de 2026. O próximo passo será a composição da chapa majoritária junto com os partidos da Frente Democrática composta pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) Federação Rede-Psol, PSB e PDT.
O anúncio ocorre poucos dias após a desistência do produtor rural Flávio Faedo, que vinha sendo considerado por parte da legenda como uma alternativa para encabeçar a chapa petista. Faedo comunicou na última semana que não disputaria o cargo, alegando dificuldades para conciliar suas atividades profissionais com uma campanha estadual.
A busca por um nome para a disputa ganhou destaque durante a visita de Lula a Goiás, na última terça-feira (2). Nos bastidores, havia expectativa de que a passagem presidencial pudesse ajudar a destravar a definição da candidatura ao Palácio das Esmeraldas. No entanto, a agenda foi concentrada em compromissos institucionais nas áreas de educação e saúde, sem avanços públicos sobre a sucessão estadual.
Com a saída de Faedo do cenário, o PT retomou as discussões internas e optou por Luis Cesar Bueno, dirigente histórico da legenda e ex-deputado federal, para liderar o projeto eleitoral em Goiás. A decisão foi aprovada pela executiva estadual e agora será submetida ao processo de construção política junto aos partidos aliados.
O nome preferido para a disputa era da presidente estadual da legenda, deputada Adriana Accorsi, mas pesou a necessidade de buscar manter o número de cadeiras na Câmara dos Deputados.
Falta de opções
Em março, quando concedeu entrevista à Tribuna do Planalto, o ex-deputado afirmava que havia colocado seu nome à disposição por considerar que faltavam opções competitivas dentro da legenda para a disputa majoritária.
“Eu só coloquei meu nome à disposição para uma disputa ao governo de Goiás diante da ausência de nomes”, declarou na ocasião. Na mesma entrevista, Luis Cesar observou que os principais quadros petistas com mandato demonstravam preferência por disputar a reeleição, o que reduzia as alternativas para a construção de uma candidatura própria ao Palácio das Esmeraldas.
Naquele momento, o partido discutia diferentes possibilidades para 2026, incluindo alianças com outras forças do campo progressista e até composições que dependiam das negociações nacionais conduzidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O próprio Luis Cesar citava como pré-candidatos internos o jornalista Cláudio Curado, o advogado Valério Luiz Filho, o vereador Edward Madureira e ele próprio.
A escolha também atende a uma das teses defendidas por Luis Cesar durante a pré-campanha: a necessidade de construir em Goiás um palanque alinhado ao projeto de reeleição do presidente Lula e capaz de dialogar não apenas com a militância tradicional do PT, mas também com setores produtivos e parcelas mais amplas do eleitorado goiano.
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