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Amiga acusada de matar o jornalista Delson Carlos se torna ré

Justiça recebeu denúncia contra Renata de Almeida Pedreira e Sousa por homicídio qualificado e lesão corporal; crime aconteceu após discussão em apartamento no Setor Bueno, em Goiânia


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 18/08/2026 - 15:00

Amiga acusada de matar o jornalista Delson Carlos se torna ré

A Justiça de Goiás recebeu a denúncia contra Renata de Almeida Pedreira e Sousa, acusada de matar o jornalista Delson Carlos Henrique de Lima Barros a facadas e de ferir sua então companheira, Márcia Maria Carolly. Com a decisão, Renata se tornou ré e passa a responder criminalmente pelo caso ocorrido no dia 24 de julho, no Setor Bueno, em Goiânia.

A decisão é do juiz Jesseir Coelho de Alcantara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia. O magistrado entendeu que a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) cumpre os requisitos legais e que os elementos reunidos até esta fase oferecem suporte mínimo para o prosseguimento da ação penal.

Renata foi denunciada por homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima, além de lesão corporal qualificada por violência doméstica, na forma do concurso material de crimes.

Segundo a denúncia, Renata e Delson tinham um longo histórico de amizade. Por causa dessa relação, ela havia cedido um apartamento para que o jornalista morasse no local com o então companheiro, Warley Antônio de Oliveira.

Cerca de seis meses antes do crime, porém, os dois teriam se afastado. No dia 24 de julho, Renata foi ao apartamento acompanhada de sua então companheira, Márcia, e informou que queria retornar ao imóvel. Ela pediu, então, que Delson procurasse outro lugar para morar.

O jornalista teria respondido que não tinha condições de deixar o apartamento naquele momento e que só conseguiria entregar o imóvel após a reforma de sua residência, localizada em Aparecida de Goiânia. De acordo com o Ministério Público, a resposta deu início a uma discussão, que foi interrompida após a intervenção de Warley.

Depois da desavença, os ânimos teriam se acalmado. A denúncia relata que Renata, Delson e Márcia passaram a confraternizar e consumiram bebidas alcoólicas juntos. Warley deixou o apartamento para cumprir compromissos pessoais.

Por volta das 18h45, Renata e Delson voltaram a discutir, novamente por causa da recusa dele em deixar o apartamento.

Conforme a acusação, Renata estava com uma faca, que já carregava consigo, e teria atacado Delson de forma repentina. O laudo cadavérico citado pelo MP aponta que ele foi atingido na região esquerda do peito e nas costas. Também foi constatada uma lesão na mão decorrente de tentativa de defesa. Márcia tentou intervir e também foi atingida por golpes de faca no ombro esquerdo e no antebraço direito.

Mesmo feridos, Delson e Márcia conseguiram deixar o apartamento, localizado no 7º andar do edifício. O jornalista, no entanto, morreu no hall do 5º andar. Segundo o laudo citado na denúncia, a morte ocorreu em decorrência de anemia aguda com hemorragia torácica aguda provocada por ferimento de arma branca.

Márcia foi posteriormente socorrida e encaminhada ao Cais Nova Era, onde recebeu atendimento médico.

Acusada foi presa no local

Ainda conforme o Ministério Público, após os fatos, Renata se trancou no apartamento. Ela permaneceu no imóvel durante uma longa negociação com as forças de segurança. Posteriormente, os agentes entraram no local e efetuaram a prisão em flagrante.

Ao apresentar a denúncia, o MP sustentou que o homicídio teria sido cometido por motivo fútil, em razão da reação à negativa de Delson em deixar o imóvel, e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que o ataque teria ocorrido de forma repentina.

O Ministério Público também pediu que, ao final da primeira fase do processo, Renata seja pronunciada para ser submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri. A definição sobre eventual julgamento pelos jurados ocorrerá posteriormente, durante o andamento da ação penal.

O MP ainda sugeriu a fixação de valor mínimo de R$ 100 mil para reparação dos danos causados aos herdeiros de Delson. Na decisão que recebeu a denúncia, o juiz informou que esse pedido será analisado no momento oportuno, por ocasião da sentença.

Agora, Renata deverá ser citada e terá prazo de dez dias para apresentar resposta escrita à acusação. A defesa deverá ser feita por advogado. Caso ela informe não possuir condições financeiras para constituir defensor, o processo poderá ser encaminhado à Defensoria Pública.

A decisão que recebeu a denúncia foi assinada digitalmente pelo juiz Jesseir Coelho de Alcantara e publicada nesta terça-feira (18).

Nós não conseguimos localizar a defesa de Renata de Almeida Pedreira e Sousa. O espaço está aberto.

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Redação Tribuna do Planalto

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