O prefeito Rogério Cruz pretende voltar a terceirizar o serviço de coleta de lixo e a varrição da cidade caso a proposta conste do relatório da CEI da Comurg, que ele ainda não havia recebido quando concedeu a entrevista, na segunda-feira, 4, durante a edição 2023 do Connected Smart Cities, principal evento de cidades inteligentes do Brasil. Cruz foi um dos painelistas do evento e falou sobre o transportepúblicodacapital,considerado inovador porintegrar a região metropolitana em umúnico sistema.Oprefeito admitiu que o resultado da inovaçãonão altera a avaliação que o usuário temdo transporte coletivo, porque o que o usuário quer são ônibus novos e confortáveis. Ele falou também sobre a CEI da Comurg, cujo relatório frustrou as expectativas de alguns vereadores, e também sobre as mudanças a serem feitas no secretariado para melhorar a baixa avaliação da administração.
TRIBUNA DO PLANALTO – Como o senhor afirmou no painel do Connected Smart Cities & Mobility, Goiânia tem um dos sistemas mais inteligentes de transporte público. Por que o usuário não aprova o transporte público da Região Metropolitana?
ROGÉRIO CRUZ – O que o usuário quer? Ter um transporte de qualidade, ônibus novos, com ar-condicionado, wi-fi, quer tudo moderno. Mas infelizmente nós saímos de uma pandemia em 2020, 2021, 2022 ainda há resquício e, quando assumimos, em 2021, o sistema de transporte público nos rocurou, dizendo que se a prefeitura não avaliasse a situação de um subsídio – nunca houve subsídio da prefeitura para o transporte público – o transporte público entraria em colapso. E mostrou números para o secretário de Finanças, para o nosso presidente da CMTC (Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo) e eu pedi que se fizesse um levantamento técnico sobre quanto custaria uma tarifa técnica. Na época, a tarifa técnica estava em torno de R$ 7,38 e a passagem custava R$ 4,30. Eles falavam em aumento de passagem. Como ter um aumento de passagem com a população querendo um transporte novo? Qual foi a saída? Para não aumentar a tarifa, o que a prefeitura pode fazer? Podemos dividir onde existe ponto de partida, Goiânia, Senador Canedo e Aparecida de Goiânia. As outras cidades não têm, tem circulação do ônibus que entra e sai. E chegamos a uma definição final, na qual as prefeituras de Goiânia Aparecida e Senador Canedo deveriam entrar com uma contrapartida, que é o subsídio, cada um no seu percentual, e o governo do Estado entraria com o subsídio para as demais cidades da região metropolitana onde não há ponto de partida e as prefeituras não têm condição financeira. Começamos em agosto de 2021 a pagar o subsídio, o que deu um fôlego para as empresas que começaram a operar normalmente com o número de ônibus adequados. À época, havia decretos para que as pessoas não saíssem de casa, outros para que não fossem trabalhar, enfim, virou uma bagunça. E nesse ínterim, as empresas perderam muito, porque ao mesmo tempo elas eram perseguidas para que os ônibus rodassem nos horários normais com a mesma quantidade. Como que eu vou colocar ônibus para rodar se não existe passageiro? Criou-se uma situação difícil para as empresas e, quando o sindicato nos procurou relatando a situação, imediatamente eu tive que pensar em quem presta serviço ao usuário e pensar no usuário. Hoje, com subsídio, a prefeitura consegue ter um sistema muito avançado, usando tecnologia. Os ônibus sempre tiveram aquele leitor de cartão sitpass e nós ampliamos essa tecnologia e lançamos o Passe Livre do Trabalhador, Bilhete Único, Cartão Família, Meia Tarifa, que trazem benefício não para a empresa, mas para o usuário. O usuário poderia estar pagando uma passagem de R$ 5,20, e paga R$ 4,30, e nas cidades da Região Metropolitana que já contam com o bilhete Meia Tarifa as pessoas pagam R$ 2,15 para para fazer uma viagem.
O senhor relatou que houve aumento do número de usuários do transporte coletivo em razão das mudanças feitas. Goiânia é a segunda cidade com mais veículos proporcionais aos moradores no país, com um carro para 1,66 habitante. Na capital, o número de usuários do transporte coletivo aumentou depois das mudanças implementadas?
Em Goiânia, com o Bilhete Único, a pessoa que ia de casa para o trabalho obrigatoriamente tinha que ir para um terminal e pegar uma outra linha para usar uma passagem só. Hoje, ela pode descer no meio do caminho, usar o Bilhete Único, e pagar um transporte só. Pode pegar até três transportes, fazerintegração no meio do caminho e pagar uma passagem só dentro de duas horas e meia. O levantamento que fizemos do custo-benefício para esse usuário é que ele ganha 50 minutos para ir para o trabalho e mais 50 minutos para voltar, ou seja, ganha quase duas horas de tempo, o que é qualidade de vida.
Mas essas mudanças não convenceram o goianiense que usa carro a trocar o carro pelo transporte coletivo.
Aí é a questão financeira do usuário. Existe usuário que tem uma condição muito limitada para poder ter moto ou carro e continua usando o transporte público. A melhoria veio para ele em qualidade de vida. Para ir para o trabalho, ele acorda um pouquinho mais tarde, ganha uns 50 minutos, e chega em casa mais cedo. Com o Passe Livre do Trabalhador tanto o empregador quanto o empregado ganharam, porque o empregador pagava R$ 220,00 por dois bilhetes diários, com o Passe Livre do do Trabalhador, paga R$ 180,00 e o trabalhador tem direito a oito viagens por dia, de segunda a segunda. Nos finais de semana ele pode fazer oito viagens num dia com o bilhete. Isso também traz qualidade de vida, porque o trabalhador que precisa deixar o filho no CMEI, com o bilhete do Passe Livre do Trabalhador, pode sair de casa, deixar o filho na escola, pegar outro transporte e ir para o trabalho; na hora do almoço, pode almoçar em casa.
O trabalhador está deixando a moto em casa, deixando o carro em casa e usando esse sistema?
A adesão ao Passe Livre do Trabalhador, inclusive já foi dito nas reuniões do Fórum Empresarial, deu uma alavancada muito grande em relação à contratação do serviço por parte das empresas para o seu empregado. São mais de 46 mil usuários e mais de 2,6 mil já aderiram.
timulam o uso do transporte público? Qual estímulo a prefeitura oferece para que as pessoas que não usam o transporte coletivo passem a usá-lo?
Essas pessoas terão esse estímulo em breve. Por exemplo, o BRT, que liga o Norte ao Sul da cidade, lhes dará essa condição. Um transporte de qualidade, com ônibus de qualidade, com ar-condicionado, wi-fi, tomada para carregar celular, isso dá conforto e qualidade de vida. Os semáforos são inteligentes e, conforme o ônibus vai saindo da estação, automaticamente o semáforo já vai abrindo, ele não fica o tempo parado de um ônibus normal. Isso tudo é qualidade de vida e serviço que o usuário precisa. Por que as pessoas usam carro? Primeiro, porque acha que o transporte público é velho, os ônibus são velhos; segundo, acha que pode atrasar porque os ônibus não têm horário certo. O BRT não, ele tem horário de partida cronometrado. Isso é qualidade de serviço que o transporte público presta ao usuário e o usuário ganha o tempo, vai poder deixar seu carro em casa porque vai ter várias estações a sua disposição, além do que o BRT é um um um transporte rápido, não é como os outros, e o usuário já ganhaem qualidade de vida. Além do BRT, temos a requalificação da avenida Anhanguera, que a prefeitura fez. A Metrobus anunciou que vai trocar os ônibus por veículos elétricos, mas o que adianta ter ônibus elétricos e uma via ruim?
Com o subsídios, a prefeitura cobra das concessionárias que elas prestem um serviço de melhor qualidade para o usuário?
Como a prefeitura subsidia uma parte, obrigatoriamente a prefeitura também precisa cobrar. Hoje, já podemos cobrar que essas empresas tragam ônibus novos para rodar na cidade de Goiânia e os primeiros serão os 62 ônibus do BRT. Logo em seguida, pretendemos que os ônibus elétricos, com ar-condicionado também rodem em linhas comuns, ligando bairro a bairro. Um projeto desse não existia antes. Hoje, projetando de 2021 para cá, podemos saber que as empresas estão arcando com as suas responsabilidades, com o horário certo dos ônibus e se comprometendo com a Prefeitura de Goiânia e com o próprio usuário de adquirirem ônibus novos. No Fórum Nacional de Mobilidade do ano passado, que participamos aqui mesmo em São Paulo, alguns empresários estiveram aqui conosco e nós cobramos isso. Na visita que fizemos para conhecer o BRT de Sorocaba, nós cobramos isso dos empresários que estavam conosco. Nós estávamos andando no BRT de Sorocaba de terno, dentro do ônibus, e eu disse para o empresário representante das empresas: “eu quero Goiânia assim. Você percebeu que está de terno dentro do ônibus? Quero isso lá em Goiânia, ar-condicionado, segurança, ônibus novos”. Agora, vamos lembrar aqui um pouquinho recapitulando; a Prefeitura de Goiânia nunca subsidiou o transporte público e é óbvio, nenhuma empresa de transporte público consegue sobreviver sem o apoio do governo, seja estadual, municipal ou federal; não existe isso. O contrato que existe com essas empresas vence em 2028 e na última licitação que houve eu era vereador, e exigiram renovação de frota na época. Eu mesmo, como vereador, cobrei demais. Mas eu pergunto: como que uma empresa presta serviço ao município com um contrato imitado, sem a prefeitura subsidiar? Quando entrei na prefeitura, primeiro foi não deixar haver o colapso, mas ao mesmo tempo poder participar. E a nossa participação tem resultados positivos como estamos vendo, esse sistema que é inovação no Brasil. Isso que estamos mostrando, tecnicamente falando, é algo que é passo a passo e o resultado está lá na frente, mas o que o povo quer mesmo é ônibus novos. Estamos trabalhando para que isso aconteça em breve. Hoje, a CMTC regula essas empresas e fiscaliza os ônibus, além disso o subsídio da prefeitura que com certeza tem dado resultado positivo tanto para a empresa como também e em primeiro lugar para o usuários do transporte público.
O conceito de cidade inteligente envolve eficiência, conectividade e sustentabilidade. Em quais desses aspectos Goiânia tem condição de avançar?
Primeiro, meio ambiente. Hoje nós temos uma preocupação com os nossos córregos, porque Goiânia é cercada por córregos, internos e externos. Inclusive, conversei com o presidente da Amma (Agência Municipal do Meio Ambiente), Luan Alves, para vermos com empresas de tecnologia ambiental estudos sobre os córregos. Como estão as condições dos córregos de Goiânia? O que fazer para filtrar esses córregos? Temos que usar a tecnologia. Hoje você pega, por exemplo, um chorume e, com tecnologia avançada, transforma em água potável. É difícil acreditar que alguém vai beber, mas existe. Inclusive, representantes da prefeitura estiveram na Europa no ano passado visitando esse estande e viram que de fato eles usam a água potável que era água de chorume. É esse tipo de tecnologia que estamos avaliando, estudando para poder trazer para Goiânia para tratar a água dos nossos córregos. É óbvio que existem várias maneiras de tratar os córregos para manter a pureza, manter a qualidade da água da nascente até chegar ao usuário. Mas a tecnologia ajuda demais nisso e, ao invés de pensar em filtros manuais, trabalhos manuais, vou pensar na tecnologia, que me dá um resultado muito mais rápido.
A CEI da Comurg teria terminado em pizza, segundo alguns vereadores, em razão de acordos entre vereadores da comissão e o Paço Municipal, inclusive com a nomeação de parentes e assessores de integrantes da CEI. Houve interferência da prefeitura no andamento da investigação?
Primeiro, não houve acordo com a prefeitura. As pessoas dizem o que querem dizer, mas acordo não houve. A Comurg, muitas pessoas às vezes confundem, não é um órgão da prefeitura, é uma empresa mista que presta serviço à Prefeitura de Goiânia, inclusive existem contratos para isso. As secretarias que usam os serviços da Comurg, como a de Educação, Saúde, vários órgãos da prefeitura, usam o serviço da Comurg, têm um contrato e pagam à Comurg. A medição é feita, se for varrição, corte de grama, poda de árvore, existe o contrato e esse contrato é respeitado. O relatório da CEI foi feito de forma que a Comurg possa ter todas as atenções devidas para trazer soluções. Exemplo: como resolver o problema da coleta de lixo? Eles pontuaram lá. Eu não li ainda o relatório, estou aguardando o presidente receber o relatório fechado, que se não foi enviado, será enviado pela Casa e pela comissão, passando pela Câmara; e ao receber nós teremos que ter uma reunião. Quem responde pelo contrato da prefeitura com a Comung é a Seinfra (Secretaria de Infraestrutura) e estarão em diálogo para essa conversa do recebimento do relatório. O interesse da prefeitura é saber também o que está no relatório para que a prefeitura possa colaborar com a Comung, sendo a Comurg uma empresa mista, mas que tem um contrato com a prefeitura, como a prefeitura tem com qualquer outra empresa.
Mas a prefeitura estuda dar um socorro de R$ 70 milhões à Comurg, ou seja, é uma empresa que depende de recursos públicos.
Não, é, mas não se trata de ajuda, mas de vários pontos que estão dentro do contrato. Existe um contrato e temos que respeitar o contrato. Se a Comurg tem uma dívida além do que ela recebe, ela tem que organizar a vida dela. Um dos pontos que a comissão colocou no relatório, segundo informações que chegaram até mim, é a questão da limpeza urbana e coleta de lixo. É algo que outrora pensaram em fazer e não fizeram. A Comurg tem várias responsabilidades dentro do contato. Se pudermos fazer com que haja uma nova licitação para coleta de lixo, nós iremos fazer. Eu não sei se isso está no relatório final, mas se tiver, iremos conversar para poder reduzir os trabalhos de custo da Comurg e fazer um contrato, uma licitação ou que seja o chamamento da nova empresa para a varrição e ou para a coleta de lixo.
Esse serviço era terceirizado e o então prefeito Iris Rezende retomou a varrição e coleta de lixo para a municipalidade, em 2005. Sua ideia é voltar a terceirizar a coleta de lixo e varrição?
Exatamente. Se tiver no relatório. Nós vamos obedecer o relatório e vamos seguir em frente. Agora é óbvio, lembrando que quando se trata de valores da Comurg, a empresa tem um contrato que foi feito ao final de 2021 e atualizado no final de 2022.
Além do previsto no contrato, ela recebe suplementações orçamentárias?
Hoje não. Ela varreu, mediu, ou aparou grama, cortou mato lá dentro do órgão público, ela tem a medição e a Controladoria-Geral do Município certifica a nota e manda para a Seinfra.
A Comurg é uma empresa cujo presidente o senhor indica. O senhor pode orientar o presidente indicado pelo senhor a reduzir o número de comissionados, considerando que a Comurg é vista como um cabide de emprego?
Como sócio majoritário, posso, sim, ter a conversa e dar sugestões; não como proprietário E elas serem acatadas ou não, mas ele (Ronilson Reis) é o presidente e ele que responde. É como se eu fosse CEO de um grupo de comunicação, mas abaixo de mim tenho diretores, supervisores, superintendente. Eles podem dar sugestões, cabe a mim acatar ou não; e pode dar positivo ou dar negativo. Com o presidente da Comurg é desse jeito, ele pode acatar ou não e lidar com as consequências.
Nas pesquisas para prefeito de Goiânia o senhor soma cerca de 7% das intenções de votos, atrás de nomes como Gustavo Mendanha, Adriana Accorsi e Vanderlan Cardoso. Qual leitura o senhor faz desse resultado?
Na intenção de votos espontâneos eu estou em primeiro lugar. O que vale mesmo é o resultado das urnas e temos ainda muito tempo para brigar por isso.
A sua administração é desaprovada pela maioria da população. A que o senhor atribui esse resultado negativo? A reforma administrativa em curso vem no sentido de melhorar essa avaliação?
A reforma administrativa é feita para um up na administração. Você colocou a preocupação que eu tenho de ter uma avaliação baixa pelo povo. Nós temos que trabalhar para que essas avaliações cresçam. Por isso, estamos trabalhando para melhorar as prestações de serviços, chegar mais perto da população, como estamos chegando, trabalhar a imagem do gesto, que é importante. Tudo isso é um é um conjunto de medidas que iremos tomar e estamos já tomando, para que lá na frente, entramos o ano já com a imagem melhorada, a situação melhor. Hoje, estamos trabalhando para fazer várias entregas das obras que nós iniciamos, da nossa gestão. Nós temos várias obras que iniciaram e já vamos começar a entregar. Iniciamos há quatro, cinco meses e já vamos entregar. Esses inícios de entregas com certeza mudam muito a perspectiva das pessoas. Para aquelas que acham que não estava fazendo nada, já muda muito.
Na sua opinião, por que as pessoas têm essa imagem negativa da sua administração?
Vou dar um exemplo: nós assumimos a prefeitura com a promessa de campanha de finalizar as obras deixadas pela gestão passada. Só tem duas obras para entregar, o BRT e a Praça do Trabalhador. A atitude que estamos tomando hoje são atitudes internas que o resultado ou os resultados não aparecem no momento. Exemplo é o transporte público. Há uma alteração no sistema, mas muda o que para a população? De momento só muda isso o benefício para ele na passagem. Mas quando vem a mudança? Quando vem de fato aquilo que as pessoas querem, ônibus novos? Isso é passo a passo. Quando é que o morador de Goiânia vai ter internet de graça, oferecida pelo poder público? Estamos trabalhando para isso, porque nunca houve estudos para isso na Prefeitura de Goiânia, que começou a trabalhar instalando fibra óptica para o BRT. Hoje nós temos 250 quilômetros de fibra óptica em Goiânia para o BRT. O próximo passo a ser dado para que Goiânia torne-se uma cidade conectada, inteligente é levar a conexão para as pessoas. Hoje, temos conexão em todas as escolas. Só que o aluno sai da escola e perde a conexão. Não tem condições de ter a internet no celular, não tem condição de ter uma internet boa em casa. Isso é um trabalho interno. Quando é que vem o resultado positivo? Quando tudo estiver instalado. A iluminação de Goiânia era tudo amarelo, iluminação escura. Hoje, das mais de 128 mil lâmpadas que temos em Goiânia, mais de 24 mil já foram trocadas por LED, o que dá uma qualidade de vida para o morador, a energia é mais barata, a prefeitura paga mais barato. Mas para trocar 128 mil pontos precisa de tempo.
Vai dar tempo?
Até o final de 2024 eu acredito que vamos conseguir trocar os mais de 128 pontos, Já está em andamento e quase no final o processo de PPP, e aí a empresa faz tudo.
Vai dar tempo de mudar a imagem negativa até a eleição?
Dá, tem muito tempo. Tem muito tempo e ao mesmo tempo eu preciso correr também muito, e estamos correndo para isso.
O senhor foi eleito em uma aliança com o MDB, com quem rompeu posteriormente. Em seu arco de aliança o MDB é uma possibilidade ou está descartado?
Não, nenhum partido está descartado. Política é política e ela é muito ampla, é uma porta aberta que jamais pode fechar. E eu nunca fechei a porta para ninguém. Nós já temos conversas bem avançadas com o Solidariedade, que já está conosco, o PDT, o Patriota, assumido agora pela deputada federal Magda Mofatto, Avante e o PP já estão conosco. Aos poucos vamos ampliando o nosso leque de partidos que já estão conosco para nos apoiar na eleição 2024. E a todos aqueles partidos que querem se aproximar as portas estão abertas. É meu interesse que os partidos estejam comigo, é interesse meu, como gestor. E caso eu esteja viabilizado para concorrer às eleições, é claro que iremos conversar com mais partidos ainda, o máximo que nós pudermos.
Será uma aliança de centro-direita? O ex-presidente Jair Bolsonaro pode vir a apoiá-lo?
O Republicano é um partido centro que trabalha com o centro-direita e sabe trabalhar também com o centro-esquerda não radical. Deixar bem claro que nós não somos radicalistas. Todo partido que vier para somar, trazendo projetos, bons projetos que possamos entregar à população serão bem-vindos.
Jair Bolsonaro é bem-vindo?
Eu não tenho proximidade com Jair Bolsonaro. É um partido forte? É. Que pode fazer a diferença? Pode. Desde que esteja acompanhando o partido central, seguindo as mesmas linhas e que traga projetos beneficiando a cidade.













