Skip to content

Semana encerra com etanol mais caro em Goiás, mas ainda vantajoso em relação à gasolina

Estado registrou a maior alta do país durante a semana, e preço médio do combustível chegou a R$ 4,36 por litro


Por Carlos Nathan Sampaio em 03/10/2026 - 15:49

Vendas no varejo crescem 0,1% de abril para maio, diz IBGE etanol gasolina goiás
(Foto: Reprodução)

O preço médio do etanol chegou a R$ 4,36 por litro em Goiás após o estado registrar a maior alta semanal do país. O combustível ficou 2,68% mais caro nos postos goianos pesquisados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Apesar do aumento, abastecer com etanol ainda é considerado mais vantajoso do que utilizar gasolina em Goiás. O preço do biocombustível corresponde a 65,17% do valor cobrado pela gasolina no estado, abaixo da proporção de 70% utilizada como referência para avaliar qual combustível oferece maior economia.

Pela regra geral, o etanol tende a compensar quando custa até 70% do preço da gasolina, devido à diferença de rendimento entre os dois combustíveis. Essa relação, no entanto, pode variar conforme o modelo do veículo, as condições de uso e a eficiência do motor.

Em todo o país, o etanol ficou mais caro em 13 estados, apresentou redução em outros 11 e no Distrito Federal e permaneceu estável em duas unidades da federação. A média nacional aumentou 0,49% e alcançou R$ 4,10 por litro.

São Paulo apresentou o menor preço encontrado em um posto durante a pesquisa, de R$ 3,19 por litro. Já o maior valor individual foi identificado em Pernambuco, onde o litro chegou a R$ 6,59. Entre as médias estaduais, o Amapá teve o preço mais elevado, de R$ 5,83.

A maior redução semanal ocorreu no Amazonas, onde o etanol recuou 2,73% e passou a custar, em média, R$ 4,99 por litro. Em São Paulo, principal estado produtor e consumidor do biocombustível, houve aumento de 1,06%, com o valor médio chegando a R$ 3,81.

Além de Goiás, o etanol foi apontado como mais competitivo do que a gasolina em outros nove estados e no Distrito Federal. Na média brasileira, a paridade entre os dois combustíveis ficou em 63,05%, também favorável ao abastecimento com etanol.

Pesquisa