A Polícia Civil de Goiás deflagrou na manhã desta terça-feira uma operação que resultou na prisão do vereador em exercício Zander Fábio (Podemos) e teve entre os alvos de busca e apreensão o ex-vereador Leandro Sena (Solidariedade). A investigação apura suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos públicos destinados a eventos culturais realizados durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz (PA).
Conduzida pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Decor), a operação cumpriu três mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão em Goiânia e Aparecida de Goiânia. A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e determinou a proibição de contratação com o poder público.
Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram indícios da existência de uma associação criminosa formada por agentes públicos e particulares para direcionamento de recursos destinados à realização de eventos culturais e exposições de carros antigos. O montante sob apuração chega a aproximadamente R$ 1,5 milhão, distribuído em 41 operações financeiras realizadas ao longo de 2024.
Além de Zander Fábio, foram presos Elton da Silva Nogueira e Jean de Jesus Magno Lima e Silva. Conforme a investigação, o grupo seria responsável por estruturar contratações diretas para execução dos eventos.
De acordo com a corporação, empresas que receberam os recursos não apresentariam estrutura operacional compatível com os contratos firmados e teriam ligação com os responsáveis pela entidade organizadora dos eventos. A suspeita é que parte do dinheiro retornasse aos investigados por meio de pagamentos diretos e indiretos, inclusive para despesas particulares.
Durante a operação, policiais também cumpriram mandado de busca e apreensão em endereço ligado a Leandro Sena, no setor Novo Horizonte, em Goiânia. Até o momento, não foram divulgadas acusações formais contra o ex-parlamentar nem detalhamento sobre o material recolhido.
A Polícia Civil informou que os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. As diligências seguem em andamento e novas informações poderão ser divulgadas ao longo do dia.
Até a publicação desta reportagem, as defesas dos citados não haviam se manifestado.














