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Vereador propõe criação de cargos comissionados para pessoas com deficiência

Proposta cria função voltada a pessoas com deficiência e institui Central de Libras, sem definir quantidade de cargos


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 11/12/2025 - 06:19

Projeto de Heyler Leão cria função de inclusão parlamentar e prevê Central de Intérpretes de Libras (Foto: Divulgação)

O vereador Heyler Leão (PR) apresentou à Câmara Municipal de Goiânia um projeto de resolução que cria uma função comissionada destinada exclusivamente à contratação de pessoa com deficiência. O projeto de lei não prevê o número de vagas nem o impacto orçamentário desta medida.

A proposta, protocolada na última quinta-feira (4), sugere instituir a “Função Comissionada de Inclusão Parlamentar” (FCIP), cujo objetivo é promover inclusão ativa, apoiar o atendimento ao público e estimular uma cultura interna de acessibilidade.

Segundo o vereador, “é comum que cidadãos surdos procurem vereadores para demandas pessoais, denúncias, reuniões e audiências” e que segundo ele, gera “constrangimento” não ter profissional habilitado em Libras no gabinete.

O texto propõe a criação da Central de Intérpretes de Libras (CIL), que prestará atendimento aos gabinetes, às sessões plenárias e ao público em geral. A equipe atuaria por agendamento ou demanda imediata, orientando vereadores e servidores sobre acessibilidade comunicacional e auxiliando na produção de materiais acessíveis.

Cargos do gabinete

Atualmente, cada vereador pode contratar 25 servidores comissionados por gabinete, com salários que vão de R$ 1,8 mil a R$ 10,4 mil. A composição do gabinete é definida pelo próprio parlamentar, dentro do modelo de verba de gabinete aprovado em 2021.

Além disso, cada parlamentar também tem direito a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), correspondendo a 75% do subsídio do vereador, cerca de R$ 15,5 mil mensais, para despesas relacionadas à atividade legislativa, como assessoria, comunicação e escritório.

Cota

Embora a Câmara já tenha discutido iniciativas semelhantes, como projetos apresentados em 2017 e 2022, estes tratavam de reserva de vagas e adaptação de cargos existentes.

A nova proposta difere por criar cargos adicionais, e não apenas reservar vagas já previstas.

A resolução depende de tramitação interna e posterior regulamentação da Mesa Diretora, que terá até 60 dias para definir critérios operacionais, caso o texto seja aprovado.

Leia mais:
https://tribunadoplanalto.com.br/camara-encerra-sessao-por-falta-de-quorum-vereadores-mudando-gabinetes/

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