A campanha #SinalDeAjuda, voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência doméstica e contra a mulher, passou a integrar a rotina de milhares de usuários do transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia. A iniciativa da Ouvidoria do Ministério Público de Goiás (MPGO) está sendo exibida em 23 terminais de integração de Goiânia e Aparecida de Goiânia por meio das TVs digitais instaladas nos espaços.
Os materiais começaram a ser veiculados em 18 de maio e permanecerão em exibição até 17 de junho. A divulgação ocorre graças a uma parceria entre o MPGO e a Redemob Consórcio, responsável pela gestão dos terminais e dos painéis digitais utilizados na campanha.
O objetivo é ampliar o alcance das ações de conscientização sobre a violência doméstica e familiar, levando informações a um público amplo e diversificado que utiliza diariamente o sistema de transporte coletivo. A estratégia busca transformar os terminais em espaços de informação e orientação, contribuindo para que mais pessoas reconheçam sinais de violência e saibam como agir diante dessas situações.
O destaque da campanha é o chamado #SinalDeAjuda, um gesto silencioso e discreto que permite a mulheres em situação de violência pedir socorro sem chamar a atenção do agressor. Reconhecido internacionalmente, o sinal consiste em levantar uma das mãos com a palma voltada para frente, dobrar o polegar em direção à palma e, em seguida, fechar os demais dedos sobre ele.
A origem do gesto remonta à campanha Signal for Help, lançada em abril de 2020 pela Canadian Women’s Foundation, no Canadá. A iniciativa surgiu durante a pandemia de Covid-19, período em que diversos países registraram aumento nos casos de violência doméstica em razão do isolamento social. Desde então, o gesto ganhou repercussão internacional e passou a ser adotado por organizações e instituições de diferentes países como uma ferramenta simples para pedidos de ajuda em situações de risco.
Segundo a Ouvidoria do MPGO, a campanha não apenas divulga o significado do gesto, mas também orienta a população sobre sua importância e sobre a necessidade de acolher e encaminhar adequadamente mulheres que demonstrem estar em situação de violência. A expectativa é que a ampla circulação de passageiros nos terminais contribua para fortalecer a rede de proteção e ampliar a conscientização sobre um problema que ainda afeta milhares de brasileiras.














