A aliança de 12 partidos construída em torno da reeleição do governador Daniel Vilela (MDB) deve garantir à campanha governista uma presença difícil de ser alcançada pelos adversários em todas as regiões de Goiás. A avaliação é do professor de marketing político Marcos Marinho em entrevista exclusiva à Tribuna do Planalto.
Segundo ele, o peso da coalizão não está restrito ao tempo de rádio e televisão ou ao volume de recursos. As chapas de candidatos a deputado estadual e federal funcionarão como uma rede de divulgação da candidatura majoritária nos municípios.
“Essa coalizão entrega para Daniel uma capilaridade brutal, porque são 12 partidos e cada partido lançando suas chapas de deputados estaduais e federais. Naturalmente, você consegue ter candidatos em todas as regiões do Estado”, afirmou.
Marinho explica que as campanhas proporcionais ocupam os territórios e ajudam a repetir o nome do candidato ao governo. Em uma cidade onde vários postulantes a deputado pedem votos para Daniel, enquanto Marconi Perillo ou Wilder Morais contam com poucos aliados, a exposição do emedebista tende a ser maior.
“Se eu estou em uma cidade onde tenho dez candidatos falando do Daniel Vilela, um falando do Marconi e um falando do Wilder, ou nenhum, o que vai se massificando na cabeça do eleitor é justamente a força da coalizão de Daniel”, disse.
Para o professor, a quantidade de partidos também produz um efeito simbólico. A presença de candidatos, prefeitos e lideranças em diferentes regiões ajuda a transmitir ao eleitor uma percepção de tamanho e de possibilidade de vitória.
“O eleitor vai perceber o tamanho do grupo e da base governista. Isso induz o voto porque dá uma sensação de potencial de vitória. Daniel consegue reunir uma capilaridade que os outros candidatos não vão conseguir ter”, avaliou.
Além do efeito político, Marinho cita vantagens estruturais. A coligação deve garantir a Daniel mais tempo na propaganda eleitoral, maior volume de recursos e equipes espalhadas pelo Estado.
“Você tem o elemento estrutural, que é recurso financeiro e humano, com gente no Estado inteiro, e o elemento simbólico, que é a percepção de força do grupo quando comparado aos outros candidatos”, afirmou.
O Republicanos foi o último partido a confirmar apoio à reeleição de Daniel. A coalizão reúne MDB, PSD, Republicanos, Agir, Mobiliza, Avante, Podemos, Democrata, União Brasil, Progressistas, PRD e Solidariedade.
A base ainda poderá crescer caso o PDT decida participar da aliança governista. Republicanos e MDB realizarão convenções conjuntas em 5 de agosto.















